Reportagem

Há cidadãos de primeira e de segunda nos centros de saúde em Portugal

Treze anos depois de ter arrancado, a reforma dos cuidados de saúde primários vai avançando lentamente em todo o país. Portugal está transformado numa manta de retalhos e num mar de siglas. Há pessoas que continuam a ter de fazer fila pela manhã à porta de centros de saúde instalados em velhos edifícios habitacionais para garantirem vaga para o próprio dia. E há outras que são atendidas em menos de meia hora, em espaços amplos e modernos. São dois modelos que coexistem numa distância de apenas dois quilómetros, bem no centro de Lisboa.