Defesa europeia: A América continua a ser a nação insubstituível

A Defesa europeia vai ganhando forma – e é mais do que um somatório de boas vontades. Mas um “exército europeu” continua a ser uma figura de retórica.

,presidente dos Estados Unidos
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Trump e Merkel na cimeira da NATO de 2018 Kevin Lamarque/REUTERS

“Sopa de letras” ou “exército europeu”? A revista britânica The Economist ainda prefere a primeira definição para descrever o que é hoje a política de defesa europeia, embora admita que alguma coisa já foi feita e que existe um novo sentimento de urgência por causa do estado do mundo. A “sopa de letras” é uma referência ao número siglas criadas pela União Europeia para dar corpo institucional a uma nova política de segurança e defesa, cujo início remonta a 1999, quando o Conselho Europeu de Helsínquia decidiu formalmente dar início a esta nova dimensão da integração europeia. Era um velho sonho de muitos europeístas mais convictos: verem-se fardas nos corredores das instituições de Bruxelas. É preciso lembrar que a primeira tentativa de construção de uma comunidade europeia foi a CED – Comunidade Europeia de Defesa – lançada por iniciativa francesa em 1952 e chumbada dois anos depois pela França.