Lucros da EDP encolhem mais de um terço no trimestre

A EDP teve lucros de 100 milhões de euros no primeiro trimestre, menos 39% do que nos primeiros três meses de 2018, divulgou hoje a elétrica ao mercado.

Antonio Luis Guerra Nunes Mexia
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Rui Gaudencio

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP justifica a queda de 39% dos resultados líquidos após interesses minoritários (para 100 milhões de euros) obtidos no primeiro trimestre do ano devido aos escassos recursos renováveis (pouca chuva e pouco vento), afectando a produção das barragens e das centrais eólicas, apesar da expansão do portfólio de activos neste período.

“O crescimento nas redes no Brasil, comercialização e a expansão do portfólio renovável foi anulado pelos efeitos de fracas hidraulicidade e eolicidade e elevada taxa efectiva de imposto no trimestre (27%), acima da taxa esperada para 2019”, refere.

“Ajustado de efeitos não recorrentes”, adianta a administração do grupo nos resultados divulgados esta quinta-feira após o fecho do mercado, “o resultado líquido recorrente caiu 32% em termos homólogos, para 167 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019”.

No período em análise, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) teve um aumento de 3%, para 921 milhões de euros, “correspondendo a uma subida de 1% em termos recorrentes” (ou mais 2% ajustado de efeitos cambiais)

Entre Janeiro e Março deste ano, e face a igual período de 2018, “a capacidade instalada total da EDP aumentou 2%”, “atingindo 27,2 GW em Março de 2019, em resultado da entrada em operação de novos parques eólicos”.

No primeiro trimestre do ano, a dívida líquida do grupo liderado por António Mexia aumentou em 268 milhões de euros. Somava, no final de Março, 13,7 mil milhões de euros.

Antes da divulgação das contas trimestrais, as acções da EDP encerraram a sessão de hoje a ganhar 1,05%, para 3,19 euros.