Ministério da Cultura constitui comissão para a arte contemporânea

Artistas plásticos, curadores e professores integram equipa que vai ficar responsável pela escolha das obras a adquirir para a colecção de arte do Estado. Terá uma verba anual de 300 mil euros para o efeito.

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Reunião de artistas no Palácio de São Bento em Outubro de 2018 Miguel Manso

Já são conhecidos os nomes dos membros da Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea prometida pelo primeiro-ministro António Costa em Outubro do ano passado e oficialmente anunciada esta tarde durante a sua visita à ARCOlisboa. A equipa vai ser constituída pelas professoras universitárias e curadoras Sandra Vieira Jürgens e Eduarda Neves, pelos artistas Manuel João Vieira, Sara Nunes e André Campos e ainda por dois representantes do Ministério da Cultura (MC).

Em comunicado divulgado esta quarta-feira, o MC explica que a nova comissão irá funcionar na sua dependência, e terá como missão “identificar obras de artistas plásticos para integrarem a colecção de arte contemporânea do Estado”.

Este programa, recorde-se, foi anunciado por António Costa no ano passado, na ocasião em que recebeu no seu gabinete do Palácio de São Bento uma delegação de artistas que lhe levaram uma carta de protesto sobre o estado das artes plásticas no país. O primeiro-ministro anunciou nessa altura a inscrição de uma verba de 300 mil euros no Orçamento de Estado para o ano de 2019, primeiro passo de um programa para um decénio, e que deveria ir aumentando gradualmente.

O comunicado do MC anuncia agora, no entanto, “uma dotação anual de 300 mil euros”, com o objectivo de “contribuir para aumentar o espólio do Estado e, simultaneamente, reforçar a criação nacional e a sua fruição pelos cidadãos em todo o território”. E atribui à comissão agora constituída, para funcionar no biénio 2019/20, a tarefa de “seleccionar as obras para a colecção de arte contemporânea do Estado”, mas também de “elaborar um projecto de catálogo e propor a realização de exposições”.