FCT e Rede Aga Khan têm 2,5 milhões de euros para projecto de investigação

Cada trabalho poderá ser financiado até 250 mil euros.

As propostas podem ser enviadas até  até 30 de Setembr
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As propostas podem ser enviadas até até 30 de Setembr Fernando Veludo/NFactos

Há 2,5 milhões de euros para projectos científicos que criem e desenvolvam capacidades de investigação em África. Lançado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) em parceria com a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN), o 2.º concurso estará aberto até 30 de Setembro, anunciou a FCT em comunicado esta quarta-feira.   

Cada projecto poderá ser financiado até 250 mil euros (por um período máximo de 36 meses) e dirige-se a instituições científicas e académicas portuguesas, africanas e ainda da AKDN. O objectivo é estabelecer novas iniciativas e colaborações para que se desenvolvam capacidades de investigação nos países africanos. “Pretende-se também incentivar e fortalecer competências e capacidades científicas, técnicas, humanas e sociais dirigidas ao progresso da qualidade de vida em África”, refere-se ainda no comunicado.

Como tal, as propostas dos projectos devem ser sobre temas relacionados com a qualidade de vida, como a segurança alimentar, a biodiversidade, políticas de educação, desenvolvimento na infância, redução da pobreza, reinstalação de migrantes e sistemas sustentáveis de energia e desenvolvimento urbano. Essas propostas devem ainda “incentivar a colaboração multidisciplinar e assegurar recursos e duração suficientes que permitam a capacitação e o reforço do conhecimento em Portugal e em África nessas áreas.”

Este concurso resulta do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Imamat Ismaili (instituição liderada pelo Príncipe Aga Khan) em 2016. Na primeira edição do concurso, em 2017, foram seleccionados 16 projectos no valor de 4,6 milhões de euros. Entre os projectos propunha-se a criação da primeira geração de paleontólogos em Moçambique ou o desenvolvimento do conhecimento da radioastronomia nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP).