Crónica de jogo

Benfica passa em Vila do Conde e fica a um ponto do título

Equipa de Bruno Lage sofreu para vencer o Rio Ave. Rafa, João Félix e Pizzi elevaram para 99 os golos dos “encarnados” no campeonato.

Fotogaleria
LUSA/FERNANDO VELUDO
Fotogaleria
LUSA/HUGO DELGADO
Fotogaleria
LUSA/HUGO DELGADO
Nîmes
Fotogaleria
LUSA/FERNANDO VELUDO
Futebol
Fotogaleria
LUSA/HUGO DELGADO
Fotogaleria
LUSA/HUGO DELGADO

Faltam 90 minutos de futebol para o champanhe saltar e o Benfica é o mais bem colocado para fazer a festa no próximo fim-de-semana. Com dois pontos de vantagem sobre o FC Porto, o emblema da Luz precisa de apenas um ponto para garantir o título de campeão, que será o 37.º da história do clube. A equipa de Bruno Lage deu mais um passo em direcção ao trono com a 17.ª vitória em 18 jogos no campeonato sob o comando técnico do ex-interino. Mas teve de sofrer para passar no terreno do Rio Ave (2-3), porque os vila-condenses venderam cara a derrota.

Os “encarnados” entraram em campo circunstancialmente no segundo lugar na classificação, ultrapassados pelo FC Porto, que à tarde tinha goleado (0-4) e relegado o Nacional para a II Liga. Mas uma entrada afortunada permitiu que o Benfica se adiantasse no marcador na primeira jogada de perigo que criou. Imediatamente antes do intervalo, a equipa de Bruno Lage ampliou a diferença para dois golos, num lance polémico: a jogada do 0-2 é precedida de um possível penálti não assinalado a favor do Rio Ave. Na segunda parte, e apesar das ameaças dos vila-condenses, o Benfica não deixou escapar o precioso triunfo.

No dia em que completou 43 anos, o treinador do Benfica reduziu as mudanças no “onze” ao mínimo: Rúben Dias regressou à titularidade no centro da defesa, relegando Jardel para o banco de suplentes. E o Benfica praticamente entrou a ganhar em Vila do Conde. Logo aos três minutos chegou ao golo, tirando partido da passividade defensiva do Rio Ave. André Almeida na direita fez o cruzamento, Borevkovic falhou o corte de cabeça e a bola bateu no desprevenido Júnio e foi na direcção da baliza. Rafa, no sítio certo, só teve de encostar.

Paulatinamente, o Rio Ave conseguiu equilibrar os acontecimentos e tornar-se perigoso. Nuno Santos, de livre directo, obrigou Vlachodimos a fazer uma boa defesa. E logo a seguir Tarantini, após um canto, introduziu a bola na baliza do Benfica — mas o lance foi anulado por fora-de-jogo.

Os instantes finais da primeira parte seriam decisivos, com o segundo golo “encarnado”. Lançado por Seferovic, Pizzi ficou cara a cara com Leo Jardim. O guarda-redes fez a mancha mas depois não agarrou a bola, que sobrou para João Félix – o avançado só teve de tocar para o fundo da baliza. Porém, o lance provocou acesos protestos dos vila-condenses: a jogada surge na sequência de uma carga de Florentino sobre Gabrielzinho na área “encarnada” e os anfitriões reclamaram grande penalidade. O árbitro Hugo Miguel e o videoárbitro não fizeram essa análise e valeu o 0-2 para o Benfica.

O golpe não afectou o ânimo do Rio Ave, que logo no início da segunda parte reduziu a desvantagem. Nuno Santos veio da direita para o centro, tentou rematar mas a bola ficou nas pernas de Tarantini, que cara a cara com Vlachodimos fez o golo (50’). E, apesar de uma resposta pronta do Benfica — seis minutos depois, Grimaldo assistia Pizzi para o 1-3 H os “encarnados” perderam tranquilidade e permitiram que o adversário acreditasse numa recuperação semelhante àquela que tinha operado duas semanas antes, frente ao FC Porto (de 0-2 para 2-2).

Depois de André Almeida ter desperdiçado uma excelente oportunidade, Vlachodimos foi obrigado a aplicar-se para desviar o cabeceamento perigoso de Gelson Dala. Mas, aos 84’, não pôde fazer nada para travar o 2-3 por Ronan — correspondeu de cabeça ao cruzamento de Galeno na esquerda e deixou o marcador na diferença mínima. Bruno Lage, no banco do Benfica, era um homem preocupado.

Porém, desta vez, o Rio Ave não evitou a derrota. E o Benfica perspectiva a festa de campeão, em casa, frente ao Santa Clara.