Estes são alguns dos desenhos que Dürer não trocou com os portugueses por açúcar, sedas e papagaios

Célebre artista alemão jantou várias vezes na feitoria portuguesa em Antuérpia quando ali esteve em 1520 e 1521. Fez retratos do feitor e da sua criada, mas foi ao secretário que ofereceu o S. Jerónimo que hoje está em Arte Antiga. O museu expõe agora e pela primeira vez em Portugal quatro estudos preparatórios para esta pintura a óleo vindos de Viena. Um encontro raro.

Dürer fez um estudo à parte para a caveira
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Dürer fez um estudo à parte para a caveira Cortesia: Museu Albertina
<i>Retrato de um Homem de 93 anos</i>, em que a figura está de olhos baixos, ao contrário do santo na pintura a óleo
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Retrato de um Homem de 93 anos, em que a figura está de olhos baixos, ao contrário do santo na pintura a óleo Cortesia: Museu Albertina
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No desenho da mão do ancião nota-se bem a perícia de Dürer como gravador Cortesia: Museu Albertina
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A caixa que está no desenho foi abandonada na pintura Cortesia: Museu Albertina
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O S. Jerónimo de Albrecht Dürer está entre as jóias da colecção de pintura europeia do Museu Nacional de Arte Antiga Cortesia: Museu Nacional de Arte Antiga

É possível que se tenham conhecido antes, quando o diplomata português passou por Nuremberga a pedido do rei D. Manuel I para tratar de negócios, mas não há certezas. O que se sabe é que, em 1520 e 1521, Albrecht Dürer, estando em viagem pelos Países Baixos e pela Flandres na tentativa de se encontrar com Carlos V, o novo imperador, visita várias vezes a feitoria portuguesa em Antuérpia, onde era secretário Rui Fernandes de Almada, um homem que, com grande familiaridade, trata apenas pelo nome próprio.