Entrevista

Mikel Landa: “Espero que as diferenças nos contra-relógios não sejam grandes”

Em declarações à Eurosport e ao PÚBLICO, o ciclista espanhol aborda a liderança na Movistar e reconhece as dificuldades de um percurso com três contra-relógios.

Mikel Landa com Richard Carapaz, a principal ajuda que terá neste Giro.
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Mikel Landa com Richard Carapaz, a principal ajuda que terá neste Giro. LUSA/Alberto Morante

Mikel Landa é um dos favoritos à conquista da Volta a Itália. Numa segunda linha de candidatos, a seguir a Tom Dumoulin, Primoz Roglic e Simon Yates, o ciclista espanhol surge no Giro como líder da Movistar, sobretudo após a desistência de Alejandro Valverde, por lesão. Em declarações à Eurosport e ao PÚBLICO, aborda a recente lesão, a liderança de equipa na Movistar e reconhece a dificuldade pessoal de lidar com um percurso com três contra-relógios.

Depois de um início de temporada difícil, como se sente a entrar no Giro?
Chego muito bem ao Giro. Esta temporada começou mal, mas corrigimos a tempo. Tenho uma dinâmica muito boa, neste momento, e acho que o Giro chega no momento perfeito.

Como é que a perda de última hora de Alejandro Valverde pode afectar a equipa? E a ti, pessoalmente, sendo o único líder da Movistar?
É uma pena não ter o Alejandro. Ele é importante para o ambiente da equipa e é um ciclista que pode vencer qualquer etapa, em qualquer dia. Pessoalmente, sinto que ele poderia ajudar-me nas montanhas e é uma pena não o ter.

Este é um Giro com muita montanha, mas com três contra-relógios. Isto pode prejudicá-lo ou vai tirar vantagem da concentração de montanhas na última semana?
É evidente que os contra-relógios não são o meu ponto forte, mas eles estão bem separados no percurso e espero que as diferenças aí não sejam grandes, para que possa explorar, nas montanhas, os meus pontos fortes.

Como é que olha para os principais candidatos à vitória?
Vejo muitos. Vejo Nibali e Dumoulin, que já ganharam esta corrida. Vejo Simon Yates, que ficou muito perto de o fazer, em 2018. Vejo Roglic, que chega muito forte, e também o ‘super-homem’ Miguel Ángel López. Vai ser uma prova muito aberta.

O que pretende desta Volta a Itália?
O meu sonho é ganhar e acabar a corrida vestido de rosa. É complicado, mas acho que consigo lutar.