Rio promete que se for primeiro-ministro paga tudo aos professores em quatro anos

Tal seria possível se o crescimento real se mantivesse na ordem dos 2% e não fosse tudo devolvido em dinheiro.

Luiz Inácio Lula da Silva
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Rui Rio LUSA/RODRIGO ANTUNES

O presidente do PSD afirmou esta sexta-feira que teria condições para negociar a devolução do tempo de serviço aos professores numa legislatura, desde que o crescimento real se mantivesse na ordem dos 2% e não fosse tudo devolvido em dinheiro.

Em entrevista à Rádio Renascença, no dia em que deverá ser chumbada a apreciação parlamentar sobre a contagem do tempo de serviço dos professores, Rui Rio foi questionado quando seria possível reunir as condições para uma devolução total, se fosse primeiro-ministro.

O líder do PSD começou por apontar que tal dependeria do crescimento económico e, questionado se teria condições para o fazer numa legislatura caso o crescimento real se mantivesse na ordem dos 2%, Rio respondeu afirmativamente.

“Tinha, tinha, com essa taxa de crescimento tinha. Agora, tinha, mas não é tudo em dinheiro”, ressalvou, reiterando que a negociação com os professores poderia passar por devolver uma parte do tempo de serviço em reduções de horário ou antecipações de reforma.

Rui Rio admitiu não poder dizer se a recente crise política afectou o potencial crescimento do PSD nas sondagens ou se, pelo contrário, pode ter “consolidado ainda mais a imagem que [António Costa] tem de, com facilidade, fazer uns golpes”.

“Não lhe sei responder e acho que ninguém lhe sabe responder a isso”, afirmou.