Pressão de Trump sobre a China empurra Wall Street para novas quedas

Mercados norte-americanos voltaram a repercutir receios de nova guerra comercial após ameaças do presidente norte-americano em subir taxas alfandegárias sobre produtos chineses. Dow Jones registou segunda maior queda diária do ano

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LUSA/JUSTIN LANE

O índice bolsista Dow Jones registou na sessão desta terça-feira a segunda maior queda diária de 2019, ao perder 1,79%, para 25.965,09 pontos. O S&P 500 acompanhou, recuando 1,65%, para 2.884,05 pontos, com a Apple (que perdeu 2,7%) e a Microsoft (que desvalorizou 2,1%) a liderar as quebras. O tecnológico Nasdaq Composite afundou 1,96%, caindo para os 7.963,76 pontos e, como o S&P 500, registou hoje a terceira maior queda diária desde que o ano começou.

As quebras ocorrem a dois dias de nova ronda negocial entre os EUA e a China estão sobre pressão desde que, no domingo, na rede social Twitter, o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou que poderá aumentar as taxas alfandegárias de 10% para 25% sobre produtos importados vindos da China equivalentes a 200 mil milhões de dólares.

As afirmações, que levaram o índice Shanghai Shenzhen CSI300 a recuar mais de 5% na segunda-feira, foram agravadas no final desse mesmo dia, nos EUA, por afirmações do representante para o Comércio Robert Lighthizer e do secretário do Tesouro Steven Mnuchin, acusando Pequim de ter quebrado compromissos assumidos em negociações anteriores.

A China mantém, no entanto, a intenção de enviar o vice-presidente Liu He às negociações comerciais com os EUA, cujo arranque está agendado para esta quinta-feira, 9 de Maio, avançou esta noite a agência Reuters. Novas taxas alfandegárias poderão ser adoptadas já nesta sexta-feira, caso a nova ronda de negociações não termine em acordo entre Washington e Pequim.