Em Lisboa, as máscaras saem à rua e as tradições vão com elas

Um ritual cheio de cor, iguarias e animação para toda a família desfila por Belém a celebrar a máscara ibérica (e não só), entre 16 e 19 de Maio.

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Caretos Daniel Rocha

Vêm aí caretos, madamas, cabeçudos, cardadores, chocalheiros, zarramacos, jurrus e outros representantes de tradições ancestrais e pagãs em forma de máscara. Ao longo de quatro dias, o Festival Internacional da Máscara Ibérica enche o Jardim da Praça do Império de cor e folia, mas também de outras vertentes da cultura dos países envolvidos – além de Portugal e Espanha, participam como convidados desta 14.ª edição Itália, Hungria, Colômbia e Macau.

Todos se juntarão no maior ritual do festival: o colorido Desfile da Máscara Ibérica. No sábado, dia 18, a partir das 16h30, para cima de 600 mascarados de mais de 40 grupos andam em parada, ao longo de duas horas, por entre a multidão.

Mas todos os dias são de festa constante, graças à Mostra das Regiões. Três dezenas de expositores dão a provar produtos típicos que vão da doçaria ao vinho, passando por queijos e enchidos, sem esquecer o artesanato. Promovem também exposições, tertúlias, oficinas, show cookings, actividades para os mais pequenos e muita animação de rua.

A par dos mascarados vai a música, de tom enraizado nas tradições ibéricas: os concertos-bailes estão nas mãos de Recanto e Skama la Rede (dia 17, às 21h), O Gajo e Galandum Galundaina (dia 18, à mesma hora) e Ciranda (dia 19h, às 17h).

A entrada é livre para todo o programa. E também há liberdade para fotografar. Sendo cara ao festival a interacção com o espectador, é-lhe lançado todos os anos o desafio de apontar a câmara às máscaras, fazer a sua própria foto-reportagem e participar com ela num concurso que pode dar direito a prémios e a integrar uma exposição. A deste ano é inaugurada já no dia 9 de Maio, às 17h30, no Centro Cultural Casapiano.