Gonçalo Costa vence stroke play da Lisbon Cup

Ex-internacional português ganha uma semana depois do 5.º lugar no Nacional Absoluto

Gonçalo Costa durante o Campeonato Nacional Absoluto - Audi da última semana no Montado © FILIPE GUERRA/GOLFTATTOO/FPG
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Gonçalo Costa durante o Campeonato Nacional Absoluto - Audi da última semana no Montado © FILIPE GUERRA/GOLFTATTOO/FPG

Entre acabar o curso em Gestão do Desporto, iniciar o mestrado e começar a trabalhar como secretário de golfe no Belas Clube de Campo (BCC), Gonçalo Costa esteve dois anos sem competir, ele que foi durante muito anos titular das selecções nacionais de boys e homens, tendo inclusivamente feito parte do trio de Portugal no Troféu Eisenhower de 2014, no Japão, o Campeonato do Mundo por Equipas em homens. 

Regressou este ano às competições federativas e ontem, uma semana depois de ter sido 5.º classificado no Campeonato Nacional Absoluto – Audi no Montado Hotel & Golf Resort, venceu o stroke play da Lisbon Cup, a mais antiga prova de golfe (remonta a 1918) de Lisboa e a mais emblemática do Lisbon Sports Club, vizinho do BCC e o clube onde Gonçalo Costa, de 23 anos, nasceu e cresceu para o golfe e que sempre representou antes de se mudar, por motivos profissionais, para o Clube de Golfe de Belas.

Os premiados da Lisbon Cup: Gonçalo Costa (stroke play), Luís Filipe Pinheiro (Lisbon Cup) e Eduardo Bianchi (net) © LSC 

Não sendo organizada pela Federação Portuguesa de Golfe mas pelos respectivos clubes, a Lisbon Cup, tal como a Taça RS Yeatman (do CG Miramar), o Aberto do Estoril (CG Estoril), a Taça Kendall (Oporto GC) e a Taça Mendes D’ Almeida (Vidago Palace), é pontuável para o Ranking Nacional BPI e daí o valor acrescido da vitória de Gonçalo Costa, que tem já o próximo objectivo bem estabelecido: finalizar o 3.º Torneio do Circuito Cashback World entre os três primeiros, de maneira a reentrar no ranking mundial amador. 

Gonçalo Costa venceu o stroke play da Lisbon Cup com um total de 143 pancadas (71-72), 5 acima do Par 69 do campo, deixando à distância mínima dois dos melhores jovens talentos portugueses, Francisco Matos Coelho (69-75), do CG Vilamoura, 15 anos, e Alberto Costa Marques (71-73), do CG Miramar, de 14 anos, ambos com 144, à distância mínima. 

Lucas Azinheiro (Vilamoura) foi 4.º com 145 (75-70), João Teixeira e Costa (Quinta do Peru) 5.º com o mesmo agregado e a recém-sagrada campeã nacional amadora Leonor Medeiros (Quinta do Peru) foi 7.ª com 147 (71-76). 

“Comecei com objectivo de ganhar, no primeiro dia vinha a jogar muito bem, mas perdi quatro pancadas para o Par nos últimos três buracos, que na Carregueira são sempre imprevisíveis; vinha duas pancadas abaixo do Par e acabei mais duas”, explicou Gonçalo, referindo-se à série de sábado de bogey-bogey-duplo bogey nos 16, 17 e 18. “Tive algum azar também, no 18 fiquei com a bola presa em cima de uma árvore”, acrescentou. 

“No segundo dia as bandeiras estavam mais complicadas e fui fazendo o meu jogo. A parte estratégica é fundamental neste campo e ajudou-me o conhecê-lo muito bem”, acrescentou. “Tenho vindo a recuperar o ritmo, estou a jogar bem, muito sólido. Treino mais, graças ao incentivo do Paul Saunders [director de golfe do BCC] e tenho de lhe agradecer por isso, era exactamente do que eu precisava para voltar a competir. Mas isto no âmbito de fomentar o espírito do CG Belas. Temos sido dos clubes mais representados nestes torneios, conseguindo levar em média à volta de sete ou oito jogadores, o que é fantástico.” 

O melhor em net nesta edição da Lisbon Cup foi Eduardo Bianchi, do Paço do Lumiar, um 10 de handicap que finalizou com o excelente agregado de 129 (65-64), 9 abaixo do Par, mas o vencedor, que só pode ser do clube anfitrião, foi Luís Filipe Pinheiro, 4.º na tabela com 137 (69-69) e 6.º no stroke play com 147 (73-74).

 

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