Ana Milhazes: sete dicas para viver sem desperdícios

Ana Milhazes escolheu para o seu alter ego ambientalista o nome Ana Go Slowly, mas a verdade é que ela anda muito à frente do comum dos portugueses nisto de encontrar uma data para pôr fim à palavra lixo. Enquanto por aí ainda nos ensinam que a sustentabilidade é feita de três R — Reduzir, Reutilizar, Reciclar — no seu dia-a-dia ela acrescentou-lhes dois outros R, e um deles, à partida, é já uma mudança de vida em si mesmo.

Não há sustentabilidade possível, na Terra, sem uma menor predação de recursos naturais e sem uma alteração dos padrões ocidentais de consumo. O primeiro R de Ana é para recusar, o que implica, a par com reduzir, aprender a viver com menos e, sim, mais devagar. Reutilizar e Reciclar já deveriam fazer parte do nosso estilo de vida, mas se ainda temos dúvidas sobre como o fazer, ela, e o seu movimento Lixo Zero Portugal, é capaz de ajudar.

O último R do inglês rot — apodrecer, compostar — não deixa de ser um processo de reciclagem, que devolve à terra, em forma de matéria orgânica, restos de alimentos que ela nos deu. Feitas as contas, o “lixo” que Ana produz  já é tão residual (no outro sentido que também reconhecemos à palavra, o de poucochinho), que o Planeta só lhe pode agradecer. Quanto a nós, aprendamos com ela, fazendo uso daquilo que nos distingue dos outros animais: a nossa capacidade de reflectir. Outro R que, nestas mnemónicas da sustentabilidade, aparece, muitas vezes, à cabeça dos primeiros quatro. Abel Coentrão

Lê a aqui a reportagem completa sobre o trabalho de Ana Milhazes e visita o especial Lixo em Portugal.

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