Jovem Tsitsipas confirmou o favoritismo e venceu o Estoril Open

Primeiro cabeça de série desta edição da prova sucede a João Sousa, com quem perdeu no ano passado, nas meias-finais. Franceses Jeremy Chardy e Fabrice Martin campeões na prova de pares.

Tsitsipas em acção no Estoril.
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Tsitsipas em acção no Estoril. LUSA/RODRIGO ANTUNES
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Stefanos Tsitsipas é o vencedor do Estoril Open 2019 depois de derrotar neste domingo o uruguaio Pablo Cuevas em dois sets: 6-3 e 7-6 (7-4) numa partida que durou uma hora de 43 minutos. O jovem tenista grego, primeiro cabeça de série desta edição do maior torneio de ténis em Portugal, alcançou o terceiro troféu na carreira depois de ter vencido no ano passado em Estocolmo, na Suécia, e já este ano em Marselha, França – ambos de piso duro. É o primeiro título do grego, de 20 anos, em terra batida.

O primeiro set (6-3) correu quase na perfeição para Tsitsipas, que conseguiu arrecadar todos os pontos de serviço e ainda um perdido por Cuevas no quarto jogo. O grego chegou ao 1-0 no encontro em apenas 37 minutos.

Tudo parecia tranquilo para Tsitsipas chegar à vitória logo a seguir, no segundo set, em que chegou a estar a vencer por 4-2.

Mas Pablo Cuevas reagiu no serviço seguinte e chegou à vantagem dois jogos depois. O uruguaio ainda protagonizou um dos pontos do ano e da competição depois de responder, de frente e perto da rede, a uma bola alta de Tsitsipas com um amortie efectuado com a raquete no meio das pernas.

Mas o grego não quis levar o jogo ao terceiro set e conseguiu empatar 6-6, chegando ao tie break, onde esteve a vencer por 6-1 e selou a vitória por 7-4. Tsitsipas deitou-se logo no solo do court e festejou de punhos cerrados perante mais de três mil pessoas presentes.

Stefanos Tsitsipas materializou uma semana, que o próprio anteviu no sábado, após vencer as meias-finais, única para o ténis grego e para o desporto helénico “desde a conquista do Euro 2004 em futebol”. Para além da sua conquista no Clube de Ténis do Estoril, a grega Maria Sakkari, actual número 51 no ranking WTA, venceu no sábado o Open de Rabat, em Marrocos. O jovem arrecadou o prémio monetário de 90 mil euros e vai subir ao 9.º lugar no ranking ATP, um acima daquele que tinha quando iniciou o torneio.

Muito sensibilizado por ter o seu rosto num postal de correios e feliz por conquistar o novo troféu do Estoril Open, em porcelana, Tsitsipas disse que sempre se sentiu bem em jogar em Portugal, um lugar especial. “Senti que estava a dar pontos, o Cuevas é um veterano e fiquei nervoso. A parte mental foi decisiva para vencer. Tenho de ser capaz de melhorar nesses detalhes”, disse o tenista grego que não terá tempo para festejar a vitória no Estoril, onde marcou presença pelo segundo ano consecutivo, porque irá jogar no quadro principal do Open de Madrid.

No balanço a um torneio “extremamente positivo” dentro e fora dos courts, o director João Zilhão não escondeu a satisfação com o vencedor. “O Stefanos comprovou a grande aposta do nosso torneio. Foi uma sessão difícil ao longo do ano de negociações para ele jogar nesta semana. É um jogador de futuro que se vai comprovar em vários serviços e é bom ouvir que quer voltar.”

O veterano derrotado Cuevas (n.º 62), que fez toda a campanha no quadro principal, após ter sido repescado do qualifying, irá subir 16 posições no ranking ATP e vai ultrapassar tenistas como o português João Sousa (ainda n.º 51), eliminado neste Estoril Open à segunda ronda pelo belga David Goffin, derrotado pelo vencedor Tsitsipas nas meias-finais.

Zilhão afirmou que Cuevas foi também uma revelação, que o viu “furioso” no balneário depois de ter perdido no qualifying, a par com o português João Domingues (que chegou até aos quartos-de-final) e o jovem espanhol Alejandro Fokina (eliminou Gael Monfils e foi até às “meias”).

Dupla francesa vence o título de pares

Ainda antes da grande final singular, o último dia do Estoril Open começou ao início da tarde de mais um domingo solarengo com o derradeiro duelo de pares. A dupla francesa composta por Jeremy Chardy e Fabrice Martin, ambos de 32 anos, venceram os britânicos Jonny O’Mara e Luke Bambridge em dois sets: 7-5, 7-6 (7-3).

O par de ingleses com 24 anos, que eliminou a dupla do português João Sousa e do argentino Leonardo Mayer nos quartos-de-final, começou a vencer primeiro set por 2-5 e tinham tudo para chegar à frente no resultado. No entanto, os adversários gauleses rapidamente deram a volta e levaram a melhor por 7-5 depois de O’Mara e Bambridge terem perdido três serviços.

Chardy e Martin venceram o segundo set, mais equilibrado com empate a seis pontos, após tie break onde nunca perderam a vantagem (7-3). Os gauleses conquistam o terceiro título da carreira na vertente de pares, depois de já este ano terem conquistado o troféu em Marselha, em França, e terem vencido em Doha, em 2017.