PSD quer estratégia nacional de combate à pobreza energética

O PSD apresenta no próximo sábado, dia 4, mais um documento elaborado no interior do Conselho Estratégico Nacional sobre Ambiente

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Salvador Malheiro é porta-voz do CEN para a área do Ambiente LUSA/ARMÉNIO BELO

No dia em que se realiza a primeira de treze convenções temáticas do Conselho Nacional Estratégico do PSD, 4 de Maio, o partido revela mais um documento com contributos para o seu programa eleitoral. No sumário executivo do texto Melhorar o Ambiente para um Portugal melhor, a que o PÚBLICO teve acesso, são apresentadas propostas como a criação de uma estratégia nacional de combate à pobreza energética que rompa como paradigma vigente e que acentue o subsídio à poupança.

Entre as medidas que o partido apresentará contam-se ainda a incrementação das compras públicas ecológicas, a melhoria da rede de transportes colectivos ou a utilização do biometano como fonte complementar ao gás natural.

No capítulo da melhoria da rede de transportes colectivos, os elementos do grupo de Ambiente, Energia e Natureza do Conselho Estratégico Nacional, propõem ainda “políticas de incentivos aos municípios que consigam diminuir o número de veículos individuais a entrar e sair das cidades, com base na reformulação da rede de transporte colectivo e dos parques de estacionamento”. 

O documento está dividido em oito áreas de actuação, com propostas para cada uma, a começar na água e a acabar no ambiente e saúde. Pelo meio, os sociais-democratas ainda se dedicam ao ar, aos resíduos, à energia, à biodiversidade, às alterações climáticas e à economia circular. 

No centro destes vectores, explicam, encontra-se a pessoa. “Os reptos que se colocam nesta matéria são inultrapassáveis se as pessoas não estiverem comprometidas e entusiasmadas a dar-lhes resposta no seu dia-a-dia, nos modos como trabalham, como se deslocam e vivem”, lê-se no texto elaborado pelo grupo que tem Salvador Malheiro como porta-voz e Ana Isabel Miranda como coordenadora.

“De nada vale uma sociedade altamente preocupada com a redução da sua pegada ecológica se a solução passar por retroceder na qualidade de vida das pessoas. Mas de igual modo, de nada vale uma sociedade altamente evoluída tecnologicamente se deixarmos para as gerações futuras um passivo ambiental irrecuperável”, acrescentam os autores.

O PSD assume que este não é um documento fechado nem se encerra em si mesmo. “Em matérias como as que são aqui tratadas, é fundamental alargar o consenso e envolver as diversas áreas que lhe são conexas como são, a título de exemplo, o Ordenamento do Território, a Agricultura e a Fiscalidade”. Em matéria de ambiente, o PSD abre a porta a diálogos.