Da Quinta da Lage os moradores não querem sair: “Estamos em família”

A Quinta da Lage é um dos bairros que a autarquia da Amadora quer erradicar em breve. Relações de comunidade construídas há meio século levam moradores a não querer sair ou a pedir realojamento em conjunto. Esta semana foram dizer isso à alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que passou por Lisboa.

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Lisete Augusto está no bairro há 50 anos
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Na encosta há quem faça as suas hortas Nuno Ferreira Santos
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Algumas casas já foram demolidas, a autarquia diz que já encontrou solução para 120 famílias Nuno Ferreira Santos
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O jovem de 14 anos, Kuku, que foi morto pela polícia homenageado pela população Nuno Ferreira Santos
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António José e Teresa de Jesus em frente a sua casa Nuno Ferreira Santos
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Edvaldo Lima dirige a associação de moradores, reactivada desde Fevereiro Nuno Ferreira Santos
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Perto do bairro há duas escolas Nuno Ferreira Santos
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Andreia Cardoso divide o seu tempo entre o trabalho no café da mãe e a associação Nuno Ferreira Santos
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Aqui foi em tempos uma fonte Nuno Ferreira Santos
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Idília Pinto vive numa casa com quatro quartos e duas salas Nuno Ferreira Santos
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A barbearia Dyas teve um investimento de "dois a três mil euros" Nuno Ferreira Santos
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Fábio Dias corta o cabelo a pessoas do bairro e de fora Nuno Ferreira Santos
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Bicicleta de estrada
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António Carvalho é construtor civil Nuno Ferreira Santos
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Diana Antunes e Mário Pedras passeiam em família
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O local onde Kuku morreu Nuno Ferreira Santos
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Maria Lisete Augusto não tem telefone. Quando alguém a quer encontrar, bate-lhe à porta de casa no interior da Quinta da Lage, um dos vários aglomerados de construção precária do concelho da Amadora. Chegou há 50 anos e “era tudo barracas construídas em madeira”, afirma sorridente esta mulher de 68 anos.