Agentes payshop com dificuldades para carregar o cartão Andante

A indisponibilidade dos terminais multibanco e as dificuldades sentidas nos pontos Payshop levaram os utilizadores dos transportes públicos do Porto a recorrer em força aos serviços das lojas Andante e às máquinas de carregamento, o que originou longas filas.

Lojas Andante e máquinas de carregamento foram as únicas alternativas viáveis, o que originoun longas filas.
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Lojas Andante e máquinas de carregamento foram as únicas alternativas viáveis, o que originoun longas filas. Ines Fernandes / Publico

Depois dos terminais multibanco, são os pontos de venda Payshop que estão a causar dificuldades aos utentes dos transportes públicos do Grande Porto. Com o início do mês de Maio, foram muitos os utentes que procuraram este serviço, localizado geralmente em papelarias e cafés, para carregarem os títulos de Andante, no entanto, alguns viram esta operação inviabilizada por supostas falhas no sistema – justificação dada pelos comerciantes –, que só estava a permitir o carregamento de títulos ocasionais.

Confrontado com esta situação, o agrupamento complementar de empresas que gere a rede Andante - Transportes Intermodais do Porto (TIP) - esclareceu que o que está em causa não é, afinal, um problema de sistema, mas de habituação. Segundo Jorge Morgado, porta-voz da entidade, este novo método obriga o operador a “mais um passo na operação” de carregamento, informação que nem todos os agentes dispõem. Esta situação ocorre devido a um novo método de carregamento que foi introduzido aquando das alterações nas tarifas sociais. “Os títulos são diferentes, por isso o carregamento também o é. ”

Para o TIP, esta situação deve-se ao facto de os comerciantes não estarem familiarizados com o novo método, no entanto a informação necessária para solucionar a questão já está a circular. ”Contamos ter a solução totalmente resolvida nos próximos dias.” Para que a normalização seja mais célere, “a rede Payshop já foi sensibilizada para que faça chegar a informação necessária aos seus agentes”. Ainda assim, Jorge Morgado fez questão de esclarecer que, no mesmo período de tempo, foram efectuados “milhares de carregamentos” por esta via.

A indisponibilidade dos terminais multibanco e as dificuldades sentidas nos pontos de venda Payshop levaram os utilizadores dos transportes públicos do Porto a recorrer em força aos serviços das lojas Andante e às máquinas de carregamento disponíveis nas estações de metro –​ únicas opções viáveis –, o que originou longas filas, nomeadamente na estação de Campanhã e Casa da Música, como o PÚBLICO pôde verificar.

De acordo com os dados revelados pelo TIP, a rede multibanco reúne a preferência de 5% dos utilizadores na hora de efectuar carregamentos, enquanto que a rede de agentes Payshop é usada por cerca de 21% dos clientes de transportes públicos da região.

Texto editado por Abel Coentrão