Liverpool inquietou o Barcelona, mas não chegou. Nem perto

Fim de jogo inglório para os ingleses, que viram um 1-0 transformar-se num 3-0 difícil de virar em Anfield Road. Messi chegou aos 600 golos.

Messi e Suárez, os obreiros deste resultado.
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Messi e Suárez, os obreiros deste resultado. Reuters/ALBERT GEA

Houve várias vezes um Barça “na lona”, desconfortável e perto de sofrer um golo em casa, mas os catalães ultrapassaram a primeira mão da meia-final da Liga dos Campeões com uma vitória por 3-0, frente ao Liverpool. Tudo fruto da “sociedade” entre o suspeito do costume, Messi, e de Suárez, que traiu a antiga equipa. E festejou, como bom “malandro” que é.

Em Camp Nou, a equipa inglesa surgiu com a postura audaz que se esperava e que Ernesto Valverde até já tinha previsto. Klopp quis os ingleses a pressionar alto – muito alto, mesmo –, arriscando, por vezes, a pressão até à área dos espanhóis, incomodando o próprio Ter Stegen, tantas vezes “bombeiro” do Barcelona na saída de bola.

Depois de uns primeiros minutos de desconforto, o Barcelona percebeu onde estava o “ouro”: com o Liverpool tão “comprido” em campo, para pressionar alto, Messi começou a surgir quase como um número 8, pegando na bola na zona do meio-campo e beneficiando do espaço deixado pelo Liverpool atrás da primeira linha de pressão.

Foi assim que surgiu o perigo um par de vezes, com jogadas de Messi pela zona central, antes de uma tremenda variação de jogo ter colocado a bola no pé de Coutinho, na esquerda. Joe Gómez estava muito fechado – é central de origem – e o brasileiro, com espaço para decidir, soltou para Jordi Alba. A ajuda de Henderson chegou tarde e Alba teve tempo e espaço para medir o cruzamento perfeito. Surgiu Suárez a trair a antiga equipa e houve festejo, aos 26 minutos.

Apesar do golo sofrido, o Liverpool continuou a criar perigo. Mané falhou uma bola em zona frontal, já dentro da área, e, após o intervalo, com os ingleses a entrarem novamente fortes, houve perigo a dobrar: primeiro Milner, para uma grande defesa de Ter Stegen, depois Salah, para nova grande intervenção do alemão.

Já com Nélson Semedo em campo (substituiu Coutinho, aos 60’) e com o Liverpool a mandar cada vez mais no jogo, o Barcelona arrasou: novamente Messi a surgir entre linhas, atrás dos médios do Liverpool (estes movimentos decidiram o jogo), e a jogada do argentino acabou com Suárez a atirar à trave. Messi estava atento e fez a recarga, de baliza aberta, aos 75 minutos.

Aos 82’, os ingleses deram a Messi um livre directo em zona frontal (falta de Fabinho) e tiveram o castigo habitual. 3-0, ainda antes de Salah atirar uma bola ao poste e de o Barcelona ainda falhar o quarto e o quinto golos. Foi uma marca redonda para o argentino, que chegou ao golo 600 com a camisola dos “blaugrana”.

Fim de jogo inglório, para o Liverpool, que viu um 1-0 já de si injusto transformar-se num 3-0 difícil de virar em Anfield Road.