Dez minutos são suficientes para a abdicação histórica de Akihito

A lei que rege a família imperial japonesa não prevê a abdicação do imperador. Mas é isso que Akihito vai fazer esta terça-feira, depois de um longo processo gerido com pinças. É uma das grandes revoluções na mais longa linha hereditária contínua da História mundial.

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O imperador Akihito com a mulher, a imperatriz Michiko Toru Hanai/Reuters

Em quanto tempo se pode acabar com uma era histórica? Não mais de dez minutos, se tudo correr conforme o planeado esta terça-feira, quando, aos 85 anos, o imperador japonês Akihito abdicar. Tudo vai acontecer durante uma discreta cerimónia religiosa, de acordo com os rituais xintoístas, no Palácio Real em Tóquio. Assim terminará a era Heisei, iniciada há 30 anos, quando Akihito subiu ao trono após a morte do pai, o imperador Hirohito. E assim foi, pelo menos durante os últimos dois séculos – uma era imperial sucedia-se a outra, após a morte do imperador.