Portuguesa de 37 anos vítima de agressão sexual recusa ajuda consular

Vítima continua internada, uma semana depois da agressão. Foi aberto inquérito por delito com lesões físicas e com agressão sexual.

Ataques de Barcelona em 2017
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Reuters/SERGIO PEREZ

A mulher portuguesa de 37 anos agredida violentamente há uma semana em Barcelona está a recuperar num hospital desta cidade espanhola acompanhada pela mãe e uma tia, não tendo até agora solicitado ajuda consular.

Fonte diplomática portuguesa em Barcelona contactada pela agência Lusa disse que foi prontamente oferecido apoio consular à vítima, residente na cidade espanhola, que, no entanto, o declinou.

Segundo uma outra fonte conhecedora do processo, a portuguesa está internada no Hospital Clínic Barcelona, acompanhada pela mãe e uma tia.

Um juiz de instrução de um tribunal da capital da Catalunha decidiu, na terça-feira, prender preventivamente, sem direito a fiança, o alegado violador, um cidadão francês de 32 anos de origem magrebina, que tinha sido detido no sábado.

Depois de passar três dias nos calabouços da polícia regional catalã (Mossos d'Esquadra) de Barcelona, o suspeito foi presente ao juiz de guarda, que decidiu que o homem tinha de ser observado por um psiquiatra forense.

O médico determinou que o detido podia prestar depoimento, mas este, quando foi confrontado com o juiz, decidiu fazer valer o seu direito de não prestar declarações.

Fontes judiciais acrescentaram que o magistrado abriu um inquérito por delito com lesões físicas e com agressão sexual.

A violação aconteceu na madrugada da passada quinta-feira, perto do Museu Marítimo e da Rambla de Barcelona. O detido agiu com uma grande violência, amputando a orelha da vítima com uma mordidela, cortando-lhe o lábio e partindo-lhe um braço.