Sri Lanka foi alertado “duas horas” antes dos ataques de domingo

Agência Reuters avança que os serviços secretos do país receberam alertas nos dias 4 e 20 de Abril, e depois na noite de sábado e duas horas antes dos ataques contra igrejas e hotéis, que fizeram pelo menos 321 mortos.

O balanço mais recente dá conta de 321 mortos e 500 feridos
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O balanço mais recente dá conta de 321 mortos e 500 feridos Reuters/ATHIT PERAWONGMETHA

Os serviços secretos do Sri Lanka foram alertados para um ataque iminente de extremistas islâmicos contra igrejas duas horas antes das explosões de domingo de Páscoa, que mataram mais de 300 pessoas. A informação foi avançada pela agência Reuters, que cita três fontes do Governo cingalês.

Até agora, sabia-se que havia um documento a circular na polícia do Sri Lanka, desde o dia 11 de Abril, a alertar para a possibilidade de um ataque contra igrejas no país. O Governo desmente que essa informação tenha chegado aos seus gabinetes.

Esta terça-feira, a agência Reuters diz que os alertas foram sendo transmitidos aos serviços secretos do Sri Lanka, pelo menos, desde o dia 4 de Abril e até duas horas antes dos ataques de domingo passado.

Segundo o balanço mais recente, os ataques fizeram 321 mortos e 500 feridos. A agência de notícias Amaq, ligada ao Daesh, disse esta terça-feira que os ataques foram planeados pelo grupo extremista islâmico – e as autoridades do Sri Lanka acreditam que foram executados por elementos de um pequeno grupo extremista local.

A agência Reuters diz que a informação sobre o alerta transmitido duas horas antes dos ataques veio de duas fontes no Ministério da Defesa do Sri Lanka e uma no Governo indiano.

Segundo a Reuters, uma dessas fontes disse também que as autoridades locais receberam outro alerta na noite de sábado, e que houve outras mensagens nos dias 4 e 20 de Abril.