As colunas de som da Sonos juntaram-se aos móveis do Ikea

A marca norte-americana de som e a sueca de mobiliário criaram uma parceria para fazer um produto mais acessível.

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Na véspera da Feira do Móvel de Milão, a Ikea e a Sonos apresentaram a gama DR
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Na cozinha há colunas de som junto aos armários DR
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À entrada do evento, os candeeiros estavam por detrás de portas de vidro que quando se abriam deixavam sair a música DR
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A coluna que também pode ser uma prateleira DR

O mesmo som pode acompanhar a pessoa pela casa ou numa divisão pode ouvir-se uma música e noutra, outra. E quando se olha, para a sala ou para o quarto, nem sequer se vê onde está a coluna do som porque esta está dissimulada numa prateleira ou num candeeiro. Esta é a proposta da norte-americana Sonos, numa parceria com a sueca Ikea: uma coluna de som que parece uma peça de mobiliário. O nome da colecção é sueco, Symfonisk.

Durante a apresentação internacional da parceria, em Milão, no início do mês, Sara Morris, gestora de produto da Sonos, fala com entusiasmo de como, por vezes, as pessoas não gostam de ter as colunas de som visíveis em casa. Há sítios onde nem sequer se põe uma, diz. Foi esta a ideia subjacente à criação de uma coluna que é também uma prateleira (99,95 euros), como se fosse “um agente secreto”, brinca, pois fica imperceptível na cozinha, onde pode servir para pôr as especiarias em cima; no quarto, onde serve para substituir a mesa de cabeceira; ou na sala, no meio dos livros, como se mais um exemplar se tratasse. Mas há mais: há uma que é um candeeiro (179 euros). E esse pode ser posto onde se quiser.

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Em sua casa, já adoptou estas colunas, conta ao PÚBLICO, enquanto está a fazer uma demonstração, de iPad na mão, a escolher as músicas para mostrar como o som é de qualidade, seja qual for o género que se escolha. E dá mais um exemplo: na cozinha ouve uma música mais calma enquanto na sala, onde estão os convidados, o som é de festa. As colunas ligam-se por wi-fi, são emparelháveis entre divisões da casa e funcionam através de uma aplicação da Sonos. No futuro, esta gama estará acessível através da aplicação Home Smart Ikea, informa a marca.

Se o conceito parece fácil, chegar ao produto final não o foi, revela o designer da Ikea que liderou este projecto, Andreas Fredriksson, ao PÚBLICO, confessando que foram feitos muitos protótipos. Por exemplo, começou por se usar alumínio, mas cedo se percebeu que prejudicava o som, por isso, substituiu-se por tecido. “Queríamos algo que parecesse uma mobília com qualidade, a que juntamos a luz [no caso do candeeiro] e o som. E, se se quiser, pode ficar escondida [no caso da prateleira]”, diz. Ao todo passaram três anos entre o início do projecto à apresentação do produto. Este chega às lojas a 1 de Agosto

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Sara Morris e Andreas Fredriksson na apresentação da Symfonisk, em Milão DR

Houve alguma preocupação com a sustentabilidade? “Pensamos sempre nisso quando fazemos um produto. Na Ikea temos sempre cinco palavras na nossa cabeça quando desenhamos: forma, função, qualidade, sustentabilidade e preço baixo. É a ideia de design democrático. Neste caso, a preocupação foi com os componentes e com a sua qualidade, quisemos que este produto tivesse uma duração longa”, responde Fredriksson.

A ideia é “criar a atmosfera certa em casa, explorando o som e a luz”, resume Björn Block, responsável pela área Home Smart da Ikea, durante a apresentação aos jornalistas, reconhecendo que a empresa sueca não saberia fazer um projecto destes sem a intervenção de um especialista em som, por isso, se associou à norte-americana Sonos, para a qual, esta foi a oportunidade de expandir. “Quando começamos a falar, percebemos que tínhamos muitos pontos em comum”, recorda Tad Toulis, vice-presidente da Sonos, avançando que a parceria vai continuar na criação de outros produtos. “Isto foi só o princípio”, avisa Block.

Com o projecto da prateleira, a Ikea ganhou um prémio de design internacional, o Red Dot Award este ano, o que deixa Andreas Fredriksson orgulhoso: “Acreditámos neste produto e este prémio veio mostrar que é uma boa aposta. Se tivéssemos concorrido com o candeeiro, de certeza que também teríamos ganho.”

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Esta não é a primeira incursão da Ikea pela área da tecnologia, no seu catálogo existem outras colunas de som que funcionam por bluetooth, mas não resultam de qualquer parceria. Uma das primeiras propostas da marca sueca nesta área foi, em 2012, o móvel-televisão Uppleva, que não chegou a Portugal, mas que continua a ser vendido em alguns mercados, “com sucesso”, garante a marca. 

O PÚBLICO esteve na apresentação da gama Symfonisk em Milão a convite da Ikea.