Coletes amarelos voltaram às ruas de Paris. 227 foram detidos

Coletes amarelos envolveram-se em confrontos com a polícia em Paris, levando a 227 detenções. Cerca de 28 mil manifestantes saíram à rua em todo o país.

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Foram detidas 189 pessoas nas ruas de Paris Julien de Rosa/EPA
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O Governo estima que neste sábado tenham saído à rua 9600 pessoas em todo o país Julien de Rosa/EPA
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Em Paris, as manifestações reuniram 6700 pessoas Julien de Rosa/EPA
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Os coletes amarelos voltaram às ruas dias depois do incêndio da catedral de Notre Dame Julien de Rosa/EPA
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Há registo de protestos em pelo menos três outras cidades francesas Julien de Rosa/EPA
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Os protestantes envolveram-se em confrontos com a polícia e atearam fogo a veículos e caixotes do lixo Julien de Rosa/EPA

Os confrontos entre manifestantes do movimento Coletes Amarelos e a polícia francesa voltaram a marcar a tarde em Paris, no que foi o 23.ª sábado consecutivo de manifestações. Os protestos ganharam força junto à Bastilha e continuaram para a zona da Praça da República.

De acordo com o ministro do Interior francês, Christophe Castaner, estiveram nas ruas 27.900 “coletes” em diferentes pontos do país. Em Bordéus, cerca de 1500 manifestantes reuniram-se na Praça da Bolsa, de acordo com o Sud Ouest. Em Montpellier, 1500 pessoas juntaram-se na Place de la Comedie, segundo a France 3 Occitanie. Em Toulouse, 3500 pessoas dirigiram-se à Place Jean-Jaurès acompanhadas por dezenas de motociclistas com coletes amarelos. Aqui, a polícia disparou granadas de gás lacrimogéneo para dispersar a manifestação, que foi depois retomada noutra zona da cidade.

Em Paris, segundo cálculos do Ministério, foram 9000 os manifestantes nas ruas.

Os manifestantes atearam fogo a bicicletas, motas, carros e caixotes do lixo. Castane, citado pelo jornal Le Point, dava conta de 227 detenções em Paris e de 20.500 controlos preventivos efectuados na capital.

A polícia parisiense proibiu qualquer tipo de concentração junto à catedral de Notre Dame, onde alguns “coletes” pretendiam reunir-se. Didier Lallemente, comandante da Polícia de Paris, afirmou ao Le Monde que seria “pura provocação” permitir que se manifestassem perto da catedral parcialmente destruída por um incêndio na semana passada.

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