CDS quer explicações do ministro do Ambiente sobre greve dos motoristas dos combustíveis

Centristas chamam Matos Fernandes à comissão de Economia para explicar o que o Governo tenciona fazer sobre as reclamações dos motoristas.

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MARCO MAURICIO/MARCO MAURICIO

Os centristas continuam a fazer dos combustíveis um cavalo de batalha contra o Governo e exigem agora explicações urgentes do ministro do Ambiente e da Transição Energética no Parlamento sobre a greve dos motoristas de matérias perigosas que já está a provocar dificuldades aos aeroportos nacionais.

No requerimento que entregou nesta terça-feira de manhã na Comissão de Economia e Obras Públicas - presidida pelo também centrista Helder Amaral -, o CDS lembra a greve iniciada na segunda-feira pelos motoristas de matérias perigosas pela exigência de uma revisão salarial e mudanças nas regras que regulam a profissão.

Os centristas vincam que o sector é importante para a “dinâmica” do país e realçam que este pode “provocar um colapso no abastecimento de combustíveis em três dias” o que traria “enormes consequências” tanto para a economia nacional como para o quotidiano das famílias.

Em Junho de 2008, a greve dos camionistas portugueses de transporte de mercadorias contra o preço dos combustíveis durou vários dias: muitos postos de combustível tiveram que fechar, os aeroportos também foram afectados, houve falta de produtos em alguns supermercados, os camionistas bloquearam o trânsito em muitas estradas, e um camionista acabou por morrer depois de ter sido atropelado em Alcanena quando tentava impedir um outro de furar o bloqueio. Muitos camiões foram apedrejados e alguns até incendiados.

O bloqueio terminou no dia 11 de Junho, depois de o Governo de José Sócrates ter aceitado congelar o imposto sobre os produtos petrolíferos, reduzir as portagens para os camiões durante a noite e passar a permitir uma tributação especial às empresas de transportes com as despesas com os combustíveis.