Na hora de viajar, metade dos portugueses tem em conta o potencial “instagramável” do destino

Um estudo da eDreams concluiu que um em cada dois portugueses escolhe o destino de viagem com base no seu potencial de partilha nas redes sociais. E não são os únicos.

,Shanghai Disneyland Park
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Já ninguém tem dúvidas de que o Instagram mudou a forma como viajamos. Segundo um estudo da agência de viagens online eDreams, metade dos portugueses escolhe o destino de viagem com base no seu potencial de partilha nas redes sociais.

Esta tendência estende-se aos vizinhos espanhóis e aos italianos. Os franceses, alemães e britânicos, por outro lado, não partilham da mesma preferência pelos destinos “instagramáveis”.

Mas se a preocupação dos portugueses passa pela partilha de fotografias nas redes sociais, não precisam de ir muito longe. A plataforma Kayak destacou recentemente a cidade do Porto como o “Destino mais “Instagramável” de 2019” pela sua cultura, história e gastronomia.

De acordo ainda com estudo da eDreams, no momento de publicar, mais de metade dos portugueses (60%) preferem manter a fotografia ao natural, sem filtros, mesmo quando estas não saem como o esperado.

A maioria dos viajantes de outros países europeus que colaboraram no estudo é da mesma opinião e prefere não retocar as fotografias que tiram às vistas mais icónicas. Já para não falar que a tag #nofilter (sem filtros) fica sempre bem.

A acrescentar, o estudo veio revelar que os portugueses consideram que as pessoas que partilham muitas fotografias durante as férias são exibicionistas (32%) e que “não estão a aproveitar as férias” (25%). Apenas 22% pensa que a partilha de muitas fotografias pode significar que estão realmente a desfrutar da viagem.

Apesar de tudo, se tivessem de escolher, os portugueses preferiam não aceder a redes sociais durante as férias. Apenas 15% dos inquiridos apontam as redes sociais como o mais difícil de renunciar durante uma viagem.

O estudo contou com a participação de mil portugueses. No total dos países europeus que fizeram parte do estudo (Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha e Reino Unido), foram feitos 8000 inquéritos.