Polémica com nomeações de familiares aproxima PSD do PS nas sondagens

Os socialistas desceram nas intenções de voto, de acordo com o barómetro da Aximage para o Correio da Manhã e para o Negócios.

PSD sobe nas intenções de voto nas europeias e legislativas
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PSD sobe nas intenções de voto nas europeias e legislativas LUSA/JOSÉ SENA GOULÃO

A polémica sobre a nomeação de familiares no Governo e nos gabinetes que não tem saído das páginas dos jornais nas últimas semanas fez mossa aos socialistas. O PS desceu nas intenções de voto e o PSD subiu, o que fez aproximar os dois partidos nas intenções de voto para as legislativas. No mesmo estudo de opinião, a maioria critica a escolha de familiares para os gabinetes, o que poderá estar relacionado com a queda nas sondagens, apesar de estas não questionarem directamente sobre a relação.

O barómetro da Aximage para o Negócios e Correio da Manhã mostra que o PS tem agora 34,6% das intenções de voto e o PSD conta com 27,3%. Estes números mostram uma tendência de descida continuada do PS nas intenções de voto dos portugueses, caindo agora 1,7 pontos.

Já o PSD acabou por subir desde o último mês, com um disparo de 3,4 pontos, o que levou os dois partidos a aproximarem-se em cinco pontos percentuais.

Os dois partidos estão com uma diferença de sete pontos a um mês das eleições europeias e a seis meses das eleições legislativas. O mesmo estudo dá o CDS com uma descida dos 9,7% para 8,5%. O BE também sofre com uma queda dos 9,2% para os 8,5%. Já a CDU tem um ligeiro ganho passando dos 6,8% para os 7%.

Esta tendência tem vindo a ser notada pelos últimos estudos de opinião: os socialistas continuam na frente, mas com uma tendência de perda e estão neste momento com números abaixo de 2017.

O mesmo estudo perguntou o que achavam os inquiridos sobre as nomeações no Governo e 62% criticam a escolha de familiares para gabinetes ministeriais. 

A sondagem foi realizada por telefone a 602 inquiridos entre 30 de Março e 1 de Abril, quando o caso das nomeações dos familiares estava num pico, com uma margem de erro de 4%.