Na Maia, o Coreto é um restaurante onde a música é a carne

Abriu na Maia um restaurante cuja especialidade são as carnes maturadas.

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O restaurante Coreto, na Maia, é precisamente o que o nome indica: um restaurante alojado num edifício com o formato de um coreto. Já está em funcionamento e a sua especialidade são as carnes — corte, maturação e confecção. “Se toda a gente tratasse a carne como nós, o consumo seria mais sustentável”, sublinhou à Fugas o proprietário Pedro Maia.

Criado de raiz há um par de anos na Quinta da Boa Vista, no extenso Parque de Lazer (que alberga obras de João Cutileiro, Zulmiro de Carvalho e Sobral Centeno, e onde nascerá a Casa da Fundação Gramaxo, desenhada por Álvaro Siza Vieira), este coreto ainda estava à espera de um projecto que cumprisse os requisitos. Ganhou então forma o restaurante (abriu portas a 26 de Março) que exibe no seu menu carnes maturadas, amaciadas em condições de temperatura controlada. “Só trabalhamos carnes de qualidade superior”, garante Pedro Maia, que trabalha exclusivamente, adianta, com raças autóctones nacionais e estrangeiras produzidas em sistema extensivos, isto é bem adaptados às condições do meio e aos alimentos produzidos localmente.

“Muitos são animais em fim de vida que encontramos em casas de agricultores. Tiveram uma vida natural e alguns foram tratados pelo nome. São animais com características completamente diferentes que resultam numa complexidade de sabores”, explica o proprietário, que juntou ao menu uma opção vegetariana (bife de seitan), bem como um bife de atum. Para acompanhar os pratos principais, os clientes podem escolher entre uma lista de sete acompanhamentos, entre os quais arroz caldoso, legumes ou puré de batata-doce. No dia 1 de Junho será apresentada uma versão de Verão da carta.

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Tudo foi pensado ao pormenor no Coreto, começando pelo tecto da sala principal, onde se exibe um lustre. O balcão em mármore é outros dos detalhes do espaço. As fardas foram personalizadas, tal como os guardanapos e os talheres. As cadeiras em pele vieram de Rebordosa e o mármore vermelho das mesas é proveniente de Estremoz. A navalha árabe é artesanalmente desenvolvida, assim como os pratos, produzidos por um mestre oleiro alentejano. O café servido no Coreto é igualmente artesanal, sendo torrado para o espaço.

O Coreto está aberto ao público todos os dias, entre as 12h e as 23h. O interior tem capacidade para vinte pessoas e a esplanada exterior pode acomodar entre 16 a 40 clientes. A entrada, com direito a parque privativo, faz-se junto ao Santuário de Nossa Senhora do Bom Despacho, datado de 1738.