Crítica

Esta é a nossa paranóia

Crónica angustiante da actualidade a partir do misterioso desaparecimento de uma mulher. Há trauma, obsessão, paranóia e uma estranha normalidade reconhecível: este tempo.

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Kevin Penczak

Sandra, Teddy e Calvin estão unidos depois do misterioso desaparecimento de Sabrina. É uma união involuntária, com pouco de consolador e ineficaz para mitigar a perda. Sandra desespera por não saber da irmã, Teddy cai numa depressão silenciosa por não ter explicação para o sumiço da namorada e Calvin, ao acolher em casa o amigo Teddy, fica refém de um sofrimento que não é o dele e o faz resvalar para um lugar ainda mais fundo da sua existência já afectivamente precária.