CGTP espera milhares de pessoas em manifestação contra revisão do Código do Trabalho

Trabalhadores de todo o país irão manifestar-se em Lisboa contra as alterações ao código do trabalho que “em vez de avançar nos direitos, legitima e agrava a precariedade e não revoga a caducidade na contratação colectiva”, sistematiza João Torres, da comissão executiva da CGTP.

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Nelson Garrido/ Arquivo

A CGTP prevê que se desloquem nesta quinta-feira a Lisboa alguns milhares de trabalhadores de todo o país para se manifestarem contra a proposta de revisão do Código do Trabalho, temendo o agravamento das suas condições laborais.

“Vamos ter alguns milhares de trabalhadores de todo o país neste protesto, que vão certamente encher o largo junto ao 
Parlamento, para reafirmar que a proposta de lei, que está em discussão na Assembleia da República, vai agravar ainda mais a legislação do trabalho, pois em vez de avançar nos direitos, legitima e agrava a precariedade e não revoga a caducidade na contratação colectiva”, disse à agência Lusa João Torres, da comissão executiva da CGTP.

A manifestação será sobretudo composta por dirigentes e activistas sindicais e por trabalhadores que estão envolvidos em lutas nas suas empresas.

A Intersindical tem contestado a proposta de lei do Governo porque considera que esta altera, para pior, a legislação laboral, nomeadamente ao alargar o período experimental de três para seis meses, ao passar de 15 para 35 dias os contratos de muita curta duração e ao instituir o banco de horas grupal.

A manifestação será antecedida de três concentrações prévias, ao início da tarde. Os participantes deslocam-se depois em desfile até ao largo junto à Assembleia da República.

No largo Luís de Camões concentram-se os trabalhadores dos distritos de Lisboa, Castelo Branco, Leiria e Santarém, liderados pelo secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos. No largo do Rato encontram-se os trabalhadores dos distritos do Porto, Viana, Vila Real, Bragança, Braga, Viseu, Coimbra, Guarda e Aveiro. No largo de Santos concentram-se os trabalhadores dos distritos de Setúbal, Portalegre, Faro, Beja e Évora. Junto à Assembleia da República decorrerão intervenções sindicais sectoriais e o discurso de encerramento ficará a cargo do secretário-geral da CGTP-IN.