Salários de topo na tecnologia chegam aos 95 mil euros anuais

Programadores começam a carreira um pouco acima dos 20 mil euros, indica uma análise de anúncios de emprego. Em Lisboa paga-se melhor.

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Um programador Nelson Garrido

Os gestores na área da tecnologia a trabalhar na zona de Lisboa podem ganhar, em média, até 95 mil euros brutos anuais, indica uma análise de anúncios de emprego, que mostra que os salários no Porto são 5% a 10% mais baixos.

As conclusões foram divulgadas nesta quarta-feira pela Landing.jobs, uma plataforma portuguesa de recrutamento, que olhou para mil anúncios de emprego em Portugal, 85% dos quais referentes a trabalhos na capital e os restantes, a empregos no Porto.

O cargo mais bem pago é o de chief technology officer, cujo salário, no caso de quem já tenha mais de cinco anos de experiência nesta função, pode oscilar entre os 79 mil e os 95 mil euros. Um head of engineering (director de engenharia) experiente ganha tipicamente um pouco menos, entre os 70 mil e os 90 mil euros. Os valores não incluem subsídio de alimentação.

No outro extremo da tabela, um designer de interface de utilizador (UX/UI designer) começa por ganhar entre 17 mil e 25 mil euros anuais, podendo chegar aos 38 mil euros, no caso dos que acumulem mais de cinco anos de experiência.

Os cargos de programador são mais bem pagos. Por exemplo, um programador de Android ganha no início de carreira entre 22 mil e 28 mil euros, com o salário máximo para os mais experientes a chegar a valores entre os 30 mil e os 60 mil euros. Os programadores de iOS tendem a ter uma remuneração ligeiramente superior.

 A análise ressalva que quem trabalhe remotamente a partir de Lisboa, sendo pago por empresas estrangeiras, “pode facilmente” exceder aqueles valores.

Os números mostram um sector que ganha substancialmente acima da média nacional. Em Portugal, segundo dados compilados pela base de dados Pordata, o salário médio anual era em 2017 de 13.202 euros. Contabilizando factores como subsídios e horas extraordinárias, este valor sobe para 15.867 euros. No ano passado, o salário líquido no país aumentou 3,7%, a maior subida desde, pelo menos, 2012, alcançando os 888 euros.

De acordo com a Landing.jobs, os salários no sector da tecnologia tendem a ser 20% mais elevados em empresas que desenvolvem produtos, e 10% mais reduzidos nas chamadas empresas de consultoria, cujo negócio é disponibilizar mão-de-obra para outras empresas, frequentemente de forma temporária.

Os valores estão em linha com uma análise anterior da Michael Page, uma empresa de recrutamento. Segundo os números desta empresa, um chief technology officer ganha um mínimo de 56 mil euros e um máximo de 100 mil euros (em Lisboa) ou 91 mil euros (no Porto).