No Ponto: Manjar-branco, Portalegre

Um manjar por uma doceira de referência em Portalegre (e não só), Rosária Maria.

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Quem sabe alguma coisa sobre doçaria conventual portuguesa, conhece as irmãs Cardoso, Judite e Laurinda, de Portalegre. Graças ao seu conhecimento culinário e a muitos anos de confecção, é possível hoje reconstruirmos uma história de doces conventuais, atravessando algumas gerações, que liga os conventos da cidade, noutros tempos idos, às actuais doceiras, mais novas, como Rosária Maria.

Antes de se ter tornado uma doceira de referência em Portalegre, e não só, Rosária Maria já fazia alguns bolos, quase por lazer. Mais tarde, e sobretudo depois de ter sido uma das poucas doceiras locais a participar no curso de doçaria conventual dado por uma das irmãs Cardoso, passou a não ter mãos a medir. O manjar-branco é apenas um dos doces que faz.

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O manjar-branco tem uma história de muitos séculos, pelo menos desde a Idade Média, e consta dos receituários ricos de vários países europeus. É um doce nobre e requintado. Existe também em Coimbra um manjar-branco com carne de galinha, como mandam as receitas medievais, mas em Portalegre os ingredientes brancos ficam-se pelo açúcar, leite e farinha de arroz. Disposto em forma de quenelles, vai ao forno (450º) para tostar. Uma delícia.

A Doçaria Portuguesa

Cristina Castro criou o projecto No Ponto para registar e dar a conhecer os doces do país. Tem vindo a publicar a colecção A Doçaria Portuguesa, “os mais completos livros sobre a história e actualidade dos doces de Portugal”. A investigação para este trabalho levou a autora a viajar por todos os concelhos em busca de especialidades doceiras. A partir da oportunidade de ver como se faz, de falar com quem produz, de conhecer vidas, histórias e tradições associadas à doçaria, surgiram os vídeos que desvendam um pouco de cada doce. Regularmente, a Fugas revela um vídeo novo sobre um doce diferente.

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