O vertiginoso Caminito del Rey abre as reservas para o Verão

Já foi “o caminho mais perigoso do mundo”, agora é um seguro e renovado passeio “pelos ares” na província de Málaga, Espanha. Reservas para a próxima temporada a partir de 10 de Abril.

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,Málaga
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,Desfiladero de los Gaitanes
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Caminito Del Rey SENDERO INICIAL
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A procura por entradas para o Caminito del Rey, o caminho por passadiços aéreos na zona de Málaga, é tal que, a cada abertura de reservas para nova temporada, o carimbo de “esgotado” vai surgindo a um ritmo alucinante na lista de horários de visita a escolher. Assim que, se desejar percorrer os trilhos deste vertiginoso caminho espanhol no Verão, o melhor será ser rápido e prevenido: as reservas abrem no dia 10 de Abril, quarta-feira, às 11h (de Lisboa), 12h locais, confirmou o gabinete de informação do projecto à Fugas.

Na última abertura de reservas, para a temporada da Primavera, venderam-se 12 mil entradas em 24 horas, quatro mil bilhetes em 15 minutos, “voando” muito depressa, claro, os horários mais apetecíveis de visita. No total, a organização deverá pôr à venda cerca de 100 mil ingressos para a temporada (Julho-Outubro), dividindo-se estes entre entradas gerais (10 euros) ou visitas guiadas (18 euros, espanhol/inglês), podendo ser adquiridos em conjunto com o bilhete de autocarro (+1,55 euros) que interliga o acesso norte com a saída.

Em Málaga também pode chover

O Caminito del Rey, um centenário e perigoso trilho com passadiços a mais de 100 metros de altura, localizados no desfiladeiro dos Gaitanes, a uns 60km de Málaga, tornou-se uma das atracções maiores da região (e da Península Ibérica, até com fama mundial) desde que foi recuperado e inaugurado. Com 7,7km de percurso, inclui quase 3km particularmente vertiginosos, com passadiço de madeira cravado na rocha a cerca de 100 metros de altura, e, muito especialmente, uma ponte suspensa já no final, uma espécie de “clímax” que é “como caminhar no céu a olhar a Terra”, escrevia José Augusto Moreira na Fugas

A história do Caminito começou no início do século XX e não passava de um caminho precário criado para interligar duas barragens em construção. O seu nome real deve-se à presença no local do rei espanhol Alfonso XIII, em 1921, para inaugurar uma barragem. O seu vector de perigo – e o apodo de "caminho mais perigoso do mundo" atraiu muitos aventureiros ao longo dos anos e os acidentes (mortais) sucederam-se. Foi encerrado e reaberto, já recuperado e seguro, em 2015. Tem somado prémios (incluindo o Premio Europa Nostra, da União Europeia, o “óscar” da Europa para conservação de património) e em 2018 recebeu 300 mil visitantes.

As reservas poderão ser efectuadas na bilheteira online do Caminito e outras informações estão disponíveis no site oficial.

Oh não, outra vez os passadiços do Paiva…