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Cabeça encontrada numa praia: tailandesa detida por homicídio e profanação de cadáver

Crime está relacionado com a cabeça humana encontrada no areal da praia de Leça da Palmeira. Vítima era uma massagista tailandesa de 40 anos. Suspeita detida, da mesma nacionalidade, era dona do estabelecimento em que a vítima trabalhava e, alegadamente, devia dinheiro à vítima.

Praia de Leça da Palmeira
Foto
Crime está relacionado com a cabeça encontrada no areal da praia de Leça da Palmeira Paulo Pimenta

Uma mulher de 52 anos, de nacionalidade tailandesa e dona de um centro de massagens, foi detida na passada quarta-feira à noite por suspeitas de envolvimento no homicídio qualificado e profanação de cadáver de uma outra tailandesa, cuja cabeça apareceu há cerca de um mês no areal da praia de Leça da Palmeira, em Matosinhos​. 

O anúncio da detenção foi feito esta sexta-feira pela Directoria do Norte da Polícia Judiciária, através de um comunicado. 

A nota dá conta que a detenção está relacionada com o “aparecimento de uma cabeça humana no areal da praia de Leça da Palmeira, em Matosinhos, na manhã do dia 7 de Março”.

O PÚBLICO apurou que a vítima era uma massagista tailandesa, de 40 anos, que trabalhava para a detida, a proprietária de um centro de massagens. A PJ ainda não conseguiu descobrir o resto do corpo, admitindo que o mesmo pode ter sido desmembrado e colocado no lixo aos pedaços.

Os exames feitos pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses à cabeça da vítima permitiram perceber que se tratava de uma mulher asiática na casa dos 40 e que, provavelmente, a cabeça tinha sido cortada depois da morte. Foram estes dados, cruzados com o registo de desaparecidos, que permitiram aos investigadores identificar a vítima. O avançado estado de decomposição da cabeça não permitiu o reconhecimento visual da vítima, cuja identidade foi confirmada através de testes de ADN.

Os exames laboratoriais foram igualmente relevantes para a detenção da suspeita, já que a polícia conseguiu encontrar vestígios biológicos que ligam a dona do centro de massagem ao homicídio. Esta, contudo, nega ter alguma ligação ao assassinato. 

Mas os investigadores estranharam desde cedo o facto de a patroa da vítima, com quem esta vivia, não ter apresentado qualquer queixa do desaparecimento da massagista. Confrontada por amigos da vítima com o desaparecimento desta, a mesma afirmava apenas que ela tinha saído um dia e nunca mais voltara.

O comunicado adianta que “após intensas diligências de investigação que possibilitaram a identificação da vítima, foi possível recolher elementos que conduziram à detenção de uma cidadã estrangeira, para quem aquela trabalhava, que se encontra indiciada pela co-autoria do homicídio e subsequente profanação de cadáver”.

Ao falar em co-autoria, é a própria nota que revela que haverá pelo menos mais um suspeito, que ainda não foi detido pelas autoridades.

Na origem do crime, segundo a PJ ainda, "está a existência de uma dívida da arguida à vítima, que esta insistia em ver saldada”. Em causa estarão alguns milhares de euros relativos a trabalhos de massagem realizados pela vítima que não terão sido pagos.

A suspeita, sem antecedentes criminais conhecidos, está a ser sujeita esta sexta-feira à tarde ao primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Matosinhos. As autoridades vão pedir a sua prisão preventiva, sustentando que existe risco da mulher fugir.

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