Paulo Pimenta
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Paulo Pimenta

Jovens de 18 anos vão continuar a ter acesso grátis à cultura

Os “efeitos positivos do programa no acesso dos jovens à cultura e criação de novos públicos” ditaram o prolongamento da iniciativa que garante a entrada gratuita em museus, palácios, teatros nacionais, equipamentos e actividades tutelados pelo Ministério da Cultura.

O ÉsCultura'18, programa que permite o acesso anual gratuito a equipamentos e actividades culturais para jovens de 18 anos, vai passar a ser permanente, anunciou esta sexta-feira, 5 de Abril, a secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira.

O programa nacional, uma das medidas vencedoras do Orçamento Participativo Portugal de 2017, em vigor desde Abril de 2018, e que deveria terminar agora, vai prosseguir e tornar-se permanente a partir de Maio, segundo a governante.

Em declarações à agência Lusa no final da apresentação de um balanço do programa, no espaço Cooltura do evento Futurália, a decorrer na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações, a secretária de Estado da Cultura indicou que mais de 3000 jovens participaram nesta iniciativa ao longo de 12 meses.

“Pelos efeitos positivos do programa no acesso dos jovens à cultura e criação de novos públicos, foi decidido prolongar o programa”, justificou a governante.

Além dos organismos tutelados pelo Ministério da Cultura, o programa tem também a adesão de 64 municípios e 11 entidades privadas. Entre museus, monumentos, palácios ou teatros, a oferta total ultrapassa os 350 equipamentos e, para obter a entrada gratuita, o jovem de 18 anos só precisa de apresentar o cartão do cidadão.

Com a continuação do ÉsCultura'18, o Ministério da Cultura pretende “abrir os horizontes dos jovens que atingiram a maioridade”, proporcionando a entrada gratuita a um consumo cultural menos habitual nesta idade, nomeadamente a teatro, ópera, exposições e concertos sinfónicos.

Questionada sobre o investimento aplicado neste programa, Ângela Ferreira indicou que o mesmo ascendeu a 36.800 euros, nas três componentes, mas “recaiu principalmente nas plataformas informáticas”. “As entradas nos organismos tutelados ficaram a seu cargo, o que provocou alguma quebra nas receitas, mas vale a pena o investimento, porque haverá um retorno na criação de novos públicos, com o fomento de novos hábitos culturais”, justificou.

Na próxima edição está prevista a adesão de mais 19 municípios. Da autoria de João Gonçalo Pereira e Tiago Veloso, o programa “Cultura para Todos” foi o mais votado na edição de 2017 do Orçamento Participativo Portugal e inclui ainda a plataforma Livrar, lançada em 13 de Dezembro de 2018, que permite a disponibilização gratuita de livros entre utilizadores registados.