Crónica de jogo

Bruno Fernandes, sempre ele

Grande golo do internacional português anulou a vantagem do Benfica na meia-final da Taça de Portugal. Sporting vai defrontar o FC Porto no regresso ao Jamor

Fotogaleria
LUSA/ANTÓNIO COTRIM
Fotogaleria
LUSA/ANTÓNIO COTRIM
Fotogaleria
LUSA/ANTONIO COTRIM
Fotogaleria
LUSA/ANTÓNIO COTRIM
Fotogaleria
LUSA/MANUEL DE ALMEIDA
Fotogaleria
LUSA/ANTÓNIO COTRIM
Fotogaleria
LUSA/MANUEL DE ALMEIDA
Fotogaleria
LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O Sporting está na final da Taça de Portugal pela segunda época consecutiva e pode agradecer a Bruno Fernandes por isso. Tão certo como a noite suceder ao dia ou os rios correrem para o mar, o capitão “leonino” é capaz de produzir momentos mágicos com os pés — são coisas naturais. Foi o que Bruno Fernandes fez na segunda mão da meia-final, com um golo extraordinário a contrariar a vantagem (2-1) que o Benfica trazia da primeira partida da eliminatória. Em Alvalade, o Sporting foi sempre a equipa que mais quis, embora nem sempre a que melhor tentou materializar essa vontade. Mas uma obra de arte saída do pé esquerdo de Bruno Fernandes desfez as dúvidas: será o Sporting a defrontar o FC Porto no Jamor, em Maio.

Não é segredo para ninguém que esta época Bruno Fernandes tem carregado o Sporting às costas. Tem sido o protagonista de lances decisivos, e na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal fechou um círculo. Um golo dele na Luz manteve os “leões” vivos na eliminatória. E um golo dele em Alvalade garantiu ao Sporting a possibilidade de lutar por mais um troféu esta temporada, depois da conquista da Taça da Liga. Num jogo disputado, ainda que com períodos de mais luta do que futebol, Bruno Fernandes voltou a ser decisivo.

A urgência era do Sporting, que em caso de eliminação ficava reduzido ao campeonato e a cumprir calendário nas sete jornadas que restam, com o primeiro e o segundo lugar a oito pontos. Marcel Keizer fez apenas uma mudança no “onze”, a esperada, com Bruno Gaspar no lugar do castigado Ristovski. E os “leões” tiveram uma entrada forte na partida e ameaçaram em várias ocasiões nos primeiros dez minutos: Gudelj de muito longe atirou ao lado, Bruno Fernandes de livre obrigou Svilar a afastar com os punhos, Bruno Gaspar à entrada da área fez a bola passar ligeiramente ao lado, e Wendel de fora da área rematou por cima. Mas o tempo corria a favor do Benfica, que paulatinamente conseguiu equilibrar os acontecimentos.

Aos 17’, Bruno Lage foi obrigado a retirar da partida Gabriel, lesionado numa bola disputada com Raphinha, para substituí-lo por Gedson Fernandes. O Benfica iria tornar-se mais perigoso à medida que o intervalo se aproximava, com um remate cruzado de Fejsa para defesa de Renan (39’), e um bom passe de João Félix para Seferovic, ligeiramente desviado por Borja e que impediu o remate do suíço nas melhores condições (43’).

A segunda parte começou com grande intensidade. O Benfica foi o primeiro a ameaçar, num passe longo de Pizzi a descobrir Seferovic, embora o remate do suíço tenha saído torto. Na resposta, os “leões” criaram a situação mais flagrante até ao momento: um livre de Bruno Fernandes acertou em cheio na trave da baliza de Svilar.

Era um prenúncio do que estava para vir. A noite aqueceu para os adeptos do Sporting com um remate magistral do internacional português. No lado direito, Bruno Fernandes recebeu um passe de Diaby, tirou Grimaldo do seu caminho e desferiu um tiro colocadíssimo, de pé esquerdo, sem hipóteses para Svilar.

A eliminatória estava virada do avesso. A reacção do Benfica foi demasiado tardia e demasiado tímida. Um cabeceamento de Seferovic que passou ao lado, um remate enrolado de Jonas, sem perigo. Ao quarto derby da temporada, os “leões” conseguiram pela primeira vez vencer o rival. E colocaram um ponto final numa série de oito duelos seguidos sem vencer o Benfica em todas as competições. O último triunfo do Sporting sobre os “encarnados” remontava a 2015, mas quem tem Bruno Fernandes está sempre mais perto de celebrar.