Voto de congratulação sobre vitória da selecção de futsal do clero divide PS

Bancada do PS divide-se e 40 deputados abstêm-se. BE e dois socialistas votam contra.

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Qinta vitória leva selecção ao Parlamento Nuno Ferreira Monteiro

O voto de congratulação pela vitória do Campeonato da Europa de Futsal do Clero pela selecção portuguesa foi aprovado com os votos a favor do PSD e CDS (os autores da proposta), o voto contra do BE e do deputado do PS Ascenso Simões bem como do deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira. A bancada do PCP, bem como 40 dos 85 deputados da bancada do PS, absteve-se. Entre os deputados socialistas que se abstiveram está Ana Catarina Mendes, secretária-geral-adjunta, e os três vice-presidentes da bancada Filipe Neto Brandão, Fernando Rocha Andrade e Pedro Delgado Alves, além do vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão.

No final da votação, os deputados do PSD e do CDS aplaudiram em direcção às galerias onde estavam alguns representantes da selecção portuguesa.

O voto, que tem sido parodiado nas redes sociais e pelo humorista Ricardo Araújo Pereira, faz referência à vitória da 13.ª edição do Campeonato da Europa de Futsal do Clero pela Selecção de Portugal, “que assim se sagrou campeã europeia pela 5.ª vez”. Nesta edição, a selecção portuguesa venceu a final à Bósnia-Herzegovina por 3-0, “num surpreendente ‘hat-trick’ do padre André Meireles”, de acordo com o texto.

É ainda referido que esta edição do campeonato contou com o “comando técnico do mister Ricardo Costa e a braçadeira de capitão coube ao padre Marco Gil, conhecido entre os pares como o Cristiano Ronaldo da selecção da Igreja”.

“O resultado alcançado, que enaltecemos, constitui, naturalmente, motivo de orgulho para todos os portugueses”, lê-se no voto.

No final das votações, o deputado Ascenso Simões anunciou que iria entregar uma declaração de voto sobre o estado “a que chegámos nas votações de sexta-feira”. Paulo Trigo Pereira anunciou a mesma intenção, a de entregar uma declaração de voto “com três linhas”. Comentários que o Presidente da Assembleia da República disse serem dispensáveis quando se anuncia oralmente a intenção de apresentar uma declaração de voto.