Rede internacional de depósito de bagagens para turistas chega a Lisboa

Capital portuguesa passa a estar coberta pelo serviço da LuggageHero, que permite guardar malas pelo preço de um euro por hora.

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A LuggageHero começa com 20 pontos em Lisboa e promete expandir a rede na capital e a outras cidades como o Porto Bruno Lisita/Arquivo

Quem está em Lisboa carregado de bagagem e não sabe onde guardá-la tem a partir desta quinta-feira um novo serviço de depósito como solução. A startup LuggageHero abriu nesta quinta-feira 20 pontos onde um turista pode guardar a mala. Em contrapartida, os gestores de cada ponto desta rede de depósito cobram um euro por hora, até um máximo de dez euros por dia, ao qual acresce uma taxa única de handling de dois euros por bagagem. Fazendo as contas com exemplos: deixar uma mala custará um euro por cada 60 minutos de depósito e dois euros de taxa (três euros no total por uma mala por uma hora; quatro euros por uma mala por duas horas e assim sucessivamente); se forem duas malas, pagará quatro euros de taxa (dois euros por cada mala), mais um euro por mala por cada hora (seis euros no total se for uma hora, oito euros se forem duas horas e assim sucessivamente).

A capital portuguesa passa assim a integrar uma rede que até agora se estendia a Nova Iorque, Londres, Madrid, Barcelona e Copenhaga. A empresa, fundada em 2016, angariou 1,45 milhões de dólares em Janeiro de 2019, para expandir os serviços e, segundo os responsáveis, esse alargamento a Portugal tem como horizonte um crescimento da rede em Lisboa e a extensão a outras cidades, como o Porto. 

Os 20 pontos aderentes de Lisboa (um deles é na realidade em Sintra) são lojas, cafés ou estabelecimentos comerciais. Através do site da LuggageHero, os interessados podem identificar o sítio que geograficamente melhor se adequa às suas necessidades, podendo contratar espaço para deixar malas. O pagamento é feito através do cartão bancário associado à conta do utilizador. Parte da receita fica com o gestor do depósito, que paga uma comissão à LuggageHero. Para o cliente, isto pode ser uma solução quando não há outras alternativas mais baratas. 

Um exemplo: imaginemos um turista que chega a Lisboa com seis horas de antecedência face ao check in no hotel – ou que faz check out umas horas antes da viagem de regresso. O próprio hotel poderá oferecer-se para guardar gratuitamente a bagagem (algo que hoje em dia é habitual) e desse ponto de vista o serviço da LuggageHero pode ser irrelevante.

Porém, imaginemos que se reservou um apartamento, através de uma das muitas plataformas de reserva online actualmente existentes, e que o locador não guarda bagagens antes do check in ou depois do check out. Nesses casos, pode-se pesquisar no site da empresa um ponto de depósito na zona geográfica mais vantajosa (mais perto do alojamento na chegada ou mais perto do aeroporto ou estação de comboio na partida), reservar o espaço e passar pela loja para entregar a bagagem. O preço é calculado da seguinte forma: uma taxa fixa de dois euros por bagagem (a título de handling), mais um euro por hora de depósito, com o limite máximo de dez euros por dia. 

A startup fundada por Jannik Lawaetz (que a consultora Ernst & Young elegeu como empreendedor do ano em 2018) garante a entrega de um selo de segurança para cada item de bagagem, uma forma de assegurar a inviolabilidade. E fornece a cobertura de um seguro, no valor de 2500 euros por mala e conteúdo.

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Jannik Lawaetz, fundador desta startup, mostra o símbolo que identifica os locais de depósito de malas DR
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Cada ponto da rede está identificado DR

Cuidado importante para os clientes é verificarem as horas de funcionamento dos locais de depósito. Uma vez que são lojas comerciais, têm períodos de funcionamento específicos e, caso não se levante a mala dentro desse horário, corre o risco de só a poder levantar no dia seguinte. A LuggageHero diz apoiar os clientes com serviço de assistência via chat 24 horas por dia.

Jannik Lawaetz lançou este negócio, que até agora angariou dois milhões de dólares de investidores, a partir de uma necessidade que ele mesmo sentiu enquanto turista e enquanto anfitrião associado ao Airbnb. E a abertura em Lisboa deste serviço, que tem uma rede de 450 pontos nas restantes cidades, leva em conta que, “com mais de seis milhões de turistas em 2018, Lisboa é um dos maiores mercados turísticos da Europa”. A empresa garante que desde o lançamento, em 2016, já cobrou 750 mil horas de depósito de bagagens e tenciona adicionar mais 1700 locais à rede, em 30 cidades, até 2020.

Algumas das cidades mais turísticas têm alternativas em aeroportos e estações ferroviárias. Lisboa passa agora a ter mais uma solução privada.