Pisco acusa Rangel de falta “frontalidade” e de “credibilidade” sobre a Venezuela

O deputado do PS Paulo Pisco sai em defesa do Governo e ataca Rangel sobre as suas declarações sobre a Venezuela.

Paulo Pisco cooredena os socialistas na comissão de negócios estrageiros, presidida por Sérgio Sousa Pinto e que ouviu António Guterres em 2016
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Paulo Pisco cooredena os socialistas na comissão de negócios estrageiros, presidida por Sérgio Sousa Pinto e que ouviu António Guterres em 2016 lm miguel manso

O deputado do PS eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, acusa o cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, de populismo e de falta de “frontalidade” e de “credibilidade”, por ter colocado no seu facebook um comentário em que faz “pressão” para que o Governo português “tome uma posição sobre a prisão de Roberto Marrero, chefe de gabinete de Juan Guaidó”.

Num comunicado a que o PÚBLICO teve acesso, Paulo Pisco afirma sobre Paulo Rangel que “a sua credibilidade é tanta como uma nota de 500 bolívares e a sua frontalidade não passa de uma excitação pueril e frenética de quem não tem qualquer sentido de Estado nem de solidariedade nacional num assunto que tem de ser gerido com precaução, precisamente para proteger a comunidade portuguesa”.

Coordenador dos deputados socialistas na Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Pisco prossegue considerando que “a única coisa que aparentemente interessa ao candidato do PSD é dar visibilidade à sua campanha eleitoral, não hesita em instrumentalizar de forma leviana a dramática situação da Venezuela, sem sequer pensar que assim pode estar a fazer mais mal que bem à comunidade portuguesa”.

Defendendo que a questão da Venezuela é “um tema delicado que exige bom senso, ponderação e sentido institucional”, Paulo Pisco sustenta que “Paulo Rangel não tem nenhuma destas qualidades”. E acusando o cabeça de lista do PSD de não conhecer a comunidade portuguesa na Venezuela, Paulo Pisco garante “Os portugueses querem firmeza quando é necessário, como teve o Governo aquando da expropriação e saque de estabelecimentos comerciais e da prisão de gerentes de duas cadeias de supermercados portugueses, obtendo a respectiva reparação e a libertação dos nossos concidadãos de imediato”.

E questiona: “Onde estava Paulo Rangel nessa altura? Onde estava antes de Agosto do ano passado que não se vêm manifestações suas de preocupação sobre a Venezuela, que então já vivia há muito tempo a angústia da degradação da situação política, económica e social?”

Para advogar que “a situação na Venezuela é um assunto que exige serenidade e seriedade, que deve procurar unir e não dividir, que exige alinhamento com a União Europeia e convergência de posições”, o que, sublinha, “de uma maneira geral até existe entre o PS e o PSD na Assembleia da República”, concluindo que “as repetidas declarações a despropósito de Paulo Rangel” entram “em contradição” com a atitude do seu partido.