Westway Lab Festival transforma Guimarães na “cidade da música”

O holandês Jacco Gardner dará o concerto de abertura, a 10 de Abril. Canadá será o país convidado e dele chegam Sarah Macdougall ou Tribe Royal. Portugueses Neev, Marta Teixeira da Costa e Vaarwell também em cartaz.

Jacco Gardner, que editou recentemente <i>Somnia</i>, abre o festival que tem a sua "grande força" na "diversidade", diz o seu director artístico
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Jacco Gardner, que editou recentemente Somnium, abre o festival que tem a sua "grande força" na "diversidade", diz o seu director artístico Maria Pandiello

Guimarães vai assumir-se, de 10 a 13 de Abril, como a “cidade da música”, com a sexta edição do Westway Lab Festival, que reunirá mais de duas centenas de profissionais nacionais e internacionais, foi anunciado esta quinta-feira.

Em conferência de imprensa, o director artístico do festival, Rui Torrinha, disse que o certame contará com um total de 29 concertos e tem como objectivo “estender-se a toda a cidade”.

“Este é um festival da cidade e do território”, sublinhou. Nesta sexta edição, acrescentou, o festival “atinge expressão planetária”, ao apresentar o Canadá como país convidado, ultrapassando assim, pela primeira vez, as fronteiras europeias.

Antes do festival propriamente dito, terão lugar, no Centro de Criação de Candoso, residências artísticas, que juntarão cinco músicos portugueses, um do Canadá, um de Itália e um da Áustria. O resultado das residências será apresentado em 10 e 11 de Abril, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF).

O concerto inaugural do festival está marcado para 10 de Abril, também no CCVF, e estará a cargo do holandês Jacco Gardner. O dia 12 será dedicado ao Canadá, sendo a representação deste país alimentada, sobretudo, pelo folk, com alguns cruzamentos com o pop. Sarah Macdougall, Tribe Royal, Megan Nash, Les Deuxluxes e The East Pointers são os nomes do cartaz canadiano.

Segundo Rui Torrinha, este é um festival assente na dimensão 3P: Processo (residências artísticas), Pensamento (conferências) e Produto (Concertos). “A grande força do festival é a diversidade. Aqui não há um estilo definido, aqui há música independente, criatividade, processo de criação”, referiu. Vaticinou que o festival “vai crescer em escala”, mas vincou que o mais importante é que continue a crescer em qualidade.

Destacou ainda as portas internacionais que o festival tem aberto a jovens músicos portugueses. Este ano, o festival, pela mão do gabinete de internacionalização da música portuguesa Why Portugal, vai receber três nomes que, segundo a organização, “mostram bem a diversidade da criação” nacional. Em causa a pop construída entre guitarras e sintetizadores de Neev, o fado saído da guitarra de Marta Pereira da Costa e o “indie delico-doce” dos Vaarwell.

Além do CCVF, o festival terá ainda como palcos outros espaços da cidade, entre os quais um hotel e cafés.

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