Finerge compra parques eólicos à Martifer e à SPEE por 23 milhões

Segunda maior produtora eólica, detida por capitais australianos, reforça portefólio para um total de 43 centrais eólicas, com 908 megawatts de potência.

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A Finerge tem 508 aerogeradores em produção

A Martifer SGPS anunciou esta quarta-feira que vendeu posições em dois parques eólicos em Vila Franca de Xira e Baião, à Finerge, a segunda maior produtora eólica portuguesa.

Os dois empreendimentos, com uma potência instalada de 18,9 megawatts (MW) foram vendidos por 23 milhões de euros, revelou o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Martifer explicou que detinha 50% de cada uma das sociedades detentoras dos parques eólicos e que a alienação “insere-se na estratégia do grupo de rotação de activos, cristalização de valor e redução da dívida”. Os outros 50% do capital eram detidos pela Sociedade de Produção de Energia Eólica (SPEE).

Num outro comunicado, a Finerge explicou que os parques eólicos de Vila Franca de Xira e de Baião estão em operação desde 2009 e que a sua aquisição “está alinhada” com uma “estratégia de crescimento” que prova o “empenho em continuar a investir em Portugal”.

A empresa presidida por Pedro Norton salienta que a operação lhe garante um portefólio de 43 centrais eólicas (e 508 aerogeradores), com uma capacidade instalada total de 908,1 MW, que consolida a sua posição como segundo maior produtor de energia eólica em Portugal (atrás da EDP Renováveis, que tem 1253 MW).

A Finerge é detida pelos australianos da First State Investments, que, em 2015, compraram os activos portugueses da Enel Green Power, e também foi uma das participantes do consórcio Eneop (que concorreu ao primeiro concursos eólicos do Governo de José Sócrates), tendo acabado por incorporar alguns destes activos no seu portefólio, num total aproximado de 450 MW. Já em 2017, a empresa comprou activos que pertenceram inicialmente à Ventiveste (consórcio da Galp e da Martifer), num total de 171,6 MW.

A  Finerge refere ainda que produz cerca de 2,12 Terawatts hora por ano, evitando a emissão de 844 toneladas de CO2 e que factura anualmente mais de 170 milhões de euros, empregando, directa e indirectamente, cerca de 200 colaboradores.