Alentejanos em marcha lenta esta segunda-feira contra a degradação de estradas

Barrancos, Moura e Vidigueira, no distrito de Beja, e Mourão, no distrito de Évora, aderiram ao protesto em total consenso.

Marcha irá terminar em Barrancos, distrito de Beja
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Marcha irá terminar em Barrancos, distrito de Beja Nelson Garrido

Os municípios de Barrancos, Moura, Mourão (PS) e Vidigueira (CDU), no Alentejo, promovem esta segunda-feira uma marcha lenta entre os concelhos para protestaram contra o estado de degradação das estradas e exigirem melhores acessibilidades.

Segundo os promotores, os quatro municípios, “em defesa de melhores acessibilidades para a região”, uniram-se para realizar a marcha lenta, que vai começar em Vidigueira, passar por Moura e terminar em Barrancos, no distrito de Beja.

Trata-se de uma forma de protesto que “surgiu do consenso gerado” entre as câmaras municipais de Barrancos, Moura e Vidigueira, no distrito de Beja, e Mourão, no distrito de Évora, após terem entregado ao Governo um documento com “várias preocupações” relativas a quatro estradas nacionais e uma regional que servem os concelhos.

Em causa, precisa a Câmara de Moura, está o estado das estradas nacionais 258, 385, 386 e 387 e da estrada regional 258, que “coloca em causa a segurança rodoviária” e é visto “como um obstáculo ao desenvolvimento e à captação de investimento” para os concelhos.

Com o mote “Juntos por melhores acessibilidades”, a marcha lenta tem início marcado para as 9h, junto ao estaleiro da Câmara de Vidigueira, seguindo em direcção a Moura pela Estrada Nacional (EN) 258.

A marcha lenta deverá chegar cerca das 10h Moura, junto à Escola do 1.º ciclo do ensino básico dos Bombeiros, e depois continuar, também pela EN 258, até Barrancos, onde se prevê que termine às 12h, na Praça do Município, com declarações públicas dos presidentes dos quatro municípios.

Segundo o presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo (PS), a marcha lenta é “uma iniciativa extremamente importante para mostrar ao poder central que a desertificação da região também se combate intervindo nas vias de comunicação”, que são um “factor determinante para o investimento e dinamização da economia local”.

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