Lojas saqueadas, banco e restaurante favorito de Macron incendiados por “coletes amarelos”

Há lojas destruídas nos Campos Elíseos e carros incendiados no centro da capital francesa.

Fotogaleria
Barricadas em chamas junto ao Arco do Triunfo,Barricadas em chamas junto ao Arco do Triunfo Philippe Wojazer/REUTERS,Philippe Wojazer/REUTERS
Fotogaleria
O restaurante LE Fouquet,O restaurante LE Fouquet Philippe Wojazer/REUTERS,Philippe Wojazer/REUTERS
Fotogaleria
"15 de Março, fim do 'grande debate, 16 de Março, início do que vem a seguir,"15 de Março, fim do 'grande debate, 16 de Março, início do que vem a seguir JULIEN DE ROSA/EPA,JULIEN DE ROSA/EPA
Fotogaleria
Houve carros incendiados na Av. George V,Houve carros incendiados na Av. George V Benoit Tessier/REUTERS,Benoit Tessier/REUTERS
Fotogaleria
Manifestante em Paris Philippe Wojazer/REUTERS
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER
Fotogaleria
Reuters/PHILIPPE WOJAZER

Foram detidas 230 pessoas em Paris nos confrontos registados durante um novo dia de protesto dos “coletes amarelos”, que levou às ruas em França neste sábado 32 mil pessoas, 10 mil das quais em Paris. Foram um pouco mais que as 28 mil de sábado passado, mas a violência voltou à capital.

É a 18.ª semana consecutiva de manifestações dos “coletes amarelos, mas desta vez querem marcar o fim do “grande debate” lançado pelo Presidente Emmanuel Macron - a iniciativa de auscultação dos cidadãos lançada como resposta aos protestos dos “coletes amarelos”. Os sites de esquerda radical apelaram nas últimas semanas “a manifestações para além das palavras”, diz o Le Monde.

Pelo menos cinco mil agentes da polícia foram mobilizados para a zona dos Campos Elísios, onde grupos extremistas que se terão infiltrado no protesto dos “coletes amarelos”.

Junto ao Arco do Triunfo, os manifestantes atiram pedras à polícia que respondeu com nuvens de gás lacrimogéneo. Ao longo dos Campos Elísios lojas de luxo foram saqueadas e as montras foram partidas - numa delas, via-se a perna branca de um manequim a sair pelo buraco de um vidro estilhaçado. A joalharia Bulgari foi das lojas saqueadas, avança o Figaro.

O restaurante Le Fouquet, símbolo da Paris burguesa e bem na vida, onde Emmanuel Macron gostava de se reunir com os mais próximos durante a campanha das presidenciais de 2107 - e onde Nicolas Sarkozy comemorou a sua vitória nas eleições que o levaram ao Palácio do Eliseu - foi atacado e houve um princípio de incêndio.

A presidência da República anunciou ao fim do dia que Emmanuel Macron decidiu encurtar a estadia num estância de esqui nos Altos-Pirinéus e regressar ao Eliseu, para participar numa reunião de emergência do Governo esta noite.

Quiosques de jornais foram também destruídos e incendiados, e em pelo menos um edifício onde fica a sede de um banco, na Avenida Franklin D. Roosevelt, perto dos Campos Elísios, houve uma tentativa de fogo posto. O edifício teve de ser evacuado e houve a registar 11 feridos, diz o Le Figaro.

Segundo o Le Monde, manifestantes dos Coletes juntaram-se a um protesto associado à greve do clima, que exige justiça climática e social, e que está a dirigir-se para a praça da Ópera. 

Os protestos do movimento Coletes Amarelos começaram a 17 de Novembro de 2018, com uma manifestação contra o anúncio do aumento do preço dos combustíveis que juntou, na altura, cerca de 282 mil pessoas. A subida do preço dos combustíveis não chegou a ser aprovada, mas o alvo dos protestos foi alargado a toda a política fiscal e social do Presidente Emmanuel Macron.