Vai haver uma marca única para o transporte público na AMP

Concurso para a concessão de serviços de transporte rodoviário de passageiros na Área Metropolitana do Porto será lançado em Abril.

As empresas que ganharem uma concessão vão ter de aderir a uma nova marca
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As empresas que ganharem uma concessão vão ter de aderir a uma nova marca Fernando Veludo/NFactos

A Área Metropolitana do Porto vai avançar em Abril para a concessão de serviços de transporte rodoviário em toda a região. O concurso, dividido em cinco lotes que se aproximam das zonas actualmente servidas pelas empresas que operam no território da AMP, exclui o território do Porto, onde a STCP têm o exclusivo da operação, e as linhas que esta serve noutros cinco concelhos, que lhe foram concessionadas até 2023. E vai incluir a criação de uma nova marca chapéu para o transporte rodoviário de passageiros na região.

À semelhança do que está previsto para a Área Metropolitana de Lisboa, os operadores que ganharem a concessão de serviços de transporte na AMP, para os próximos sete anos, vão ter de pintar os seus autocarros, seguindo uma nova imagem e uma marca que terão ainda de ser criadas. A medida facilita a percepção do sistema, e da oferta global, por parte dos clientes, e é mais uma forma de tentar captar novos utilizadores para o transporte público. Utilizadores esses que, a partir de 2020, poderão contar com o reforço de serviço em algum municípios.

Na reunião extraordinária do conselho metropolitano, que esta sexta-feira aprovou um novo mapa do zonamento Andante que abrange a partir de agora toda a região, o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, admitiu que tem havido alguma pressão, por parte de empresas privadas de transporte, para o adiamento do concurso. Mas o autarca garante que ele será mesmo lançado em Abril, mesmo que, por qualquer impugnação, a adjudicação acabe por não acontecer até 3 de Dezembro, conforme previsto na lei. Se houver atrasos, os actuais contratos serão prorrogados, mas por prazos curtos, assumiu.

No sector existe algum receio de perda das posições actuais, mas o autarca de Gaia notou que, para além da divisão em lotes (conjuntos de linhas a operar), o concurso vai impedir que qualquer empresa fique com mais de um lote, o que impedirá que algum gigante do sector ganhe vantagem sobre as empresas da região, de menor capacidade financeira. Além disso, acrescentou, o caderno de encargos vai ser menos exigente, à entrada, quanto à idade média da frota dos concorrentes (que poderá ir até aos 14 anos), ficando previsto que os vencedores terão de a renovar ao longo do contrato, de modo a que, no último ano, essa média seja de oito anos, no máximo.

Este concurso para a concessão do transporte rodoviário de passageiros em linhas municipais e intermunicipais dentro da AMP vai permitir ajustar a oferta existe – cobrindo zonas até agora deixadas de fora, se os municípios estiverem dispostos a cobrir o défice tarifário dessa operação – mas também colocar o tarifário intermodal Andante a funcionar em toda a região, o que dará acesso dos utilizadores ao passe único que entra em vigor já a 1 de Abril. Além disso, a AMP, enquanto autoridade de transporte, vai dispor de meios para uma fiscalização efectiva do serviço prestado por estas empresas, que hoje operam sem grande controlo.