Lisboa sobe um lugar no ranking da qualidade de vida

A capital portuguesa destaca-se sobretudo pela baixa criminalidade.

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Nuno Ferreira Monteiro

Lisboa subiu um lugar no ranking das cidades com mais qualidade de vida e ocupa agora a 37ª posição da lista, à frente de cidades como Londres, Paris, Barcelona e Nova Iorque.

O estudo, realizado pela consultora Mercer, volta a atribuir a Viena, capital da Áustria, o primeiro lugar da lista, o que já acontece pela décima vez consecutiva. Zurique, na Suíça, ficou em segundo lugar, enquanto Vancouver, no Canadá, Munique, na Alemanha, e Auckland, na Nova Zelândia fecham o pódio, com um terceiro lugar ex-aequo. Já Bagdade, no Iraque, Bangui, na República Centro Africana e Saná, capital do Iémen, são as cidades mais mal classificadas.

Face ao estudo do ano passado, Lisboa passou do 38º para o 37º posto, o que representa uma subida mais modesta do que a que tinha acontecido entre 2017 e 2018, quando a capital portuguesa tinha escalado cinco posições. O resultado lisboeta assenta, em grande parte, na baixa criminalidade. Aliás, no ranking sobre segurança pessoal, incluído no estudo, Lisboa ocupa a 31ª posição, o que de acordo com a Mercer significa uma subida de 12 posições face a 2005.

Neste ranking específico da segurança é a cidade do Luxemburgo que surge destacada, logo seguida por Helsínquia, na Finlândia, Basileia, Berna e Zurique, na Suíça – todas em segundo lugar ex-aequo. Damasco, capital da Síria, é, de acordo com este estudo, a cidade mais insegura do mundo.

Esta é a 21ª edição do estudo Quality of Living, que a Mercer realiza anualmente sobretudo para servir de barómetro a empresas e outras organizações, que assim podem saber o que as espera se decidirem mandar trabalhadores seus para o estrangeiro ou se estiverem a planear fazer investimentos noutras cidades.

“As alterações que estão em curso em termos socio-económicos a nível mundial estão a fazer com que as empresas e organizações reflictam mais a fundo sobre as oportunidades de negócio além-fronteiras”, diz Tiago Borges, da Mercer, citado em comunicado. “Diversos factores entram em jogo nestas tomadas de decisão, tais como a segurança, que incluímos na nossa análise deste ano”, acrescenta.

A segurança não é o único factor de atracção de Lisboa. “Estamos a atravessar um momento estável a nível económico, com investimento internacional, uma taxa de desemprego relativamente baixa e resultados animadores no que toca, por exemplo, às exportações. A qualidade de vida da capital portuguesa tem vindo a evoluir em todos os sentidos, fazendo de Lisboa uma opção incontornável a nível internacional”, diz ainda Tiago Borges.