Torne-se perito

Profissionais de saúde vacinaram-se menos contra a gripe este ano

Foi o único dos grupos de risco em que houve uma diminuição na toma da vacina, comparando com o período anterior

A vacina da gripe é recomendada a vários grupos considerados prioritários
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A vacina da gripe é recomendada a vários grupos considerados prioritários Marco Duarte

A vacinação contra a gripe entre profissionais de saúde desceu na última época gripal, apesar de já ser tradicionalmente das taxas mais baixas entre os grupos a quem a vacina está recomendada, segundo dados divulgados esta terça-feira. O relatório do Vacinómetro, que monitoriza a vacinação contra a gripe em grupos prioritários, mostra que cerca de 1,3 milhões de portugueses com 65 ou mais anos se vacinaram nesta época gripal 2018/2019.

Assim, quase 66% das pessoas a partir dos 65 anos tomaram a vacina, representando um aumento em relação à época gripal 2017/2018, em que 62% dos idosos foram vacinados, segundo os dados a que a agência Lusa teve acesso.

No sentido inverso, esta época houve um “declínio na vacinação entre os profissionais de saúde com contacto direito com doentes”, passando de uma taxa superior a 55% de vacinados, para 52% em 2018/2019. Este foi, aliás, o único grupo considerado prioritário a ter uma taxa de vacinação mais reduzida do que na época gripal anterior.

Os portadores de doença crónica passaram de 52,1% de taxa de vacinação em 2017/2018, para mais de 55% em 2018/2019. Também nos portugueses entre os 60 e os 64 anos houve uma subida de cerca de dois pontos percentuais.

A Direcção-Geral da Saúde considera fortemente recomendada a vacinação contra a gripe em pessoas a partir dos 65 anos, em doentes crónicos ou imunodeprimidos a partir dos seis meses, em grávidas e em profissionais de saúde ou cuidadores em instituições.

A vacina também é aconselhada a pessoas entre os 60 e os 64 anos.

Do total das pessoas vacinadas contra a gripe nesta época, mais de 60% fê-lo por recomendação médica, 15,8% por iniciativas dos locais de trabalho, 14% porque pretendiam estar protegidos e apenas 5,5% porque sabem fazer parte de um grupo de risco para a gripe.

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