Miguel Morgado lança Mov 5.7 para “agregar as direitas”

Presidido pelo deputado social-democrata, o movimento junta militantes do PSD, CDS, Aliança, Iniciativa Liberal e independentes.

Miguel Morgado é deputado do PSDmiguel morgado site:publico.pt
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Miguel Morgado é deputado do PSDmiguel morgado site:publico.pt Nuno Ferreira Santos

O deputado do PSD Miguel Morgado vai lançar o Movimento 5 de Julho (Mov 5.7) que será publicamente apresentado, no dia 23 de Março, em Lisboa, juntando personalidades que são militantes do PSD, do CDS, da Aliança e da Iniciativa Liberal.

O presidente do Mov 5.7, Miguel Morgado, explicou ao PÚBLICO que o “nome do movimento é uma alusão à data da fundação da Aliança Democrática, que este ano faz 40 anos”, e que “foi a grande agregação das direitas em Portugal, dos que não pertencem à família socialista”. Em 1979, os líderes do PSD, Francisco Sá Carneiro, do CDS, Diogo Freitas do Amaral, e do PPM, Gonçalo Ribeiro Teles, fundaram a Aliança Democrática, que durou até 1983, e que levou estes partidos a governarem o país, vencendo as eleições legislativas em 1979 e em 1980.

Miguel Morgado sublinha que o movimento não é revivalista, já que “nestes 40 anos o país mudou”, mas o nome escolhido “simboliza o que os seus membros têm “em comum” e também assinala que as pessoas de direita hoje, “do ponto de vista simbólico”, nasceram a 5 de Julho de 1979.

Na direcção do Mov 5.7, além de Miguel Morgado, estão personalidades como o historiador Rui Ramos, que é independente, Margarida Bentes Penedo, deputada à Assembleia Municipal de Lisboa do CDS, e Carlos Guimarães Pinto, da Iniciativa Liberal.

O objectivo do Mov 5.7 “é refundar a direita em novas bases e tendo em conta o país hoje”, afirma Miguel Morgado, que garante: “O Mov 5.7 não é nem será um embrião de um novo partido, a sua função será ajudar os partidos das direitas que existem”. Este movimento destina-se, segundo o seu fundador, a pensar a “refundação da direita, actuar em áreas e em níveis em que os partidos não actuam” e “dar contributos que os partidos terão de interpretar”.

Antigo adjunto do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho que já assumiu poder candidatar-se à presidência do PSD em eleições internas no futuro, Miguel Morgado tem defendido a refundação cultural da direita portuguesa. É esta necessidade que está na origem da criação do Mov 5.7, assume.

Miguel Morgado sublinha que este movimento procurará “unir e por em diálogo pessoas que integram partidos de direita em Portugal e independentes” para as “aproximar num projecto comum”, mas respeitará o princípio de que é composto “por uma família heterogénea”, razão pela qual os seus membros “não precisarão de sacrificar as suas ideias”.

O Mov 5.7 terá um site próprio no qual será publicada a lista de fundadores. A cerimónia de lançamento servirá também para divulgar o manifesto fundador do movimento.