Do telégrafo ao telemóvel, o design é um Sinal dos tempos

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Entre telégrafos, telefones e cartas, quem conta esta história é o design. A exposição Sinal percorre as telecomunicações e os correios do século XX em objectos, ilustrações ou maquetes, e pode ser vista até 14 de Julho na Casa do Design, em MatosinhosA colecção quer reflectir sobre as influências “mútuas” existentes na evolução do design e dos meios de comunicação em Portugal, cujo impacto se traduz em transformações na “nossa maneira de viver e de trabalhar”, muito “dependente da forma como comunicamos”, revela José Bártolo ao P3. O curador da exposição realça a preocupação em “mostrar como o design está presente em cada uma das etapas da vida das telecomunicações”, intervindo em “várias escalas e dimensões” do quotidiano — e, por isso, a exposição encontra-se dividida em cinco núcleos.

Cada um dos núcleos está orientado para uma temática distinta ao longo de cem anos. Além da evolução das telecomunicações — do telégrafo ao telefone —, a colecção dá destaque aos Correios, Telégrafos e Telefones (CTT), com foco na arquitectura e design nos postos de correios e nas mudanças da marca durante o século XX. A memória dos cartazes, brochuras e demais publicidade gráfica de várias empresas de comunicação, assim como o historial de criatividade no desenho dos selos, também está em evidência na Casa do Design.

A escolha recaiu sobre o século XX por ter “um mínimo de distância temporal” para “trabalhar e interpretar os materiais”, explica José Bártolo. Sinal “encerra a história” da Portugal Telecom — actual Altice — e dos CTT “ainda como empresas públicas”, esclarece o também professor na Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Matosinhos. “Acabam por ser as duas empresas de bandeira que representam os serviços de correio e de telecomunicações em Portugal.”

Grande parte dos objectos expostos são património da Fundação Portuguesa das Comunicações, um dos organizadores a par da Câmara Municipal de Matosinhos e da esad-idea, e também de coleccionadores particulares. A exposição tem entrada livre.

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