Taxify muda nome para Bolt de olhos postos nas motos e trotinetes

Alteração no concorrente da Uber vai ocorrer nas próximas semanas a nível global e reflectir “a visão mais abrangente da empresa sobre o conceito de 'transporte'”. Ao todo, já há 6939 motoristas de TVDE certificados em Portugal, diz o IMT.

Markus Villig fundou a Taxify na Estónia em 2013
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Markus Villig fundou a Taxify na Estónia em 2013 REUTERS/Ints Kalnins

A Taxify, uma das quatro plataformas electrónicas de transporte de passageiros em veículos descaracterizados (TVDE) a operar em Portugal, vai mudar o seu nome para Bolt.

De acordo com a empresa, fundada na Estónia em 2013 (foi pensada inicialmente para ligar táxis e clientes), o novo nome “será gradualmente introduzido nas próximas semanas” nos mais de 30 países onde está presente.

Os motoristas e utilizadores que já usam o serviço, informa a plataforma que concorre com a Uber, Cabify e Kapten, não precisam de fazer um novo o download da aplicação, já que esta será “automaticamente actualizada”. De acordo com o comunicado enviado pela Taxify, a mudança vai estar alinhada “com a visão mais abrangente da empresa sobre o conceito de 'transporte'”, que também já inclui motos (nos mercados africanos) e trotinetes (neste caso, ainda só está presente em Paris).

“O nosso novo nome 'Bolt' significa movimento rápido e sem esforço - exactamente como deve ser a experiência de qualquer pessoa quando se movimenta numa cidade, seja de carro, trotinete ou de transporte público. Esta nova identidade também reforça a nossa crença de que o futuro da mobilidade será eléctrico”, diz no comunicado Markus Villig, presidente executivo e co-fundador da Taxify (a par com o seu irmão, Martin, que trabalhava na Skype).

A empresa, que garante ter mais de 25 milhões de utilizadores, conta também com accionistas como a Daimler e a chinesa Didi Chuxing (plataforma electrónica de TVDE que acabou por obrigar a Uber a retirar-se da China).

Recentemente, também a francesa Chauffeur Privé (cujo maior accionista é a Daimler) mudou o seu nome para Kapten, de modo a facilitar a expansão para outros mercados europeus além do português (Lisboa foi a primeira experiência internacional desta plataforma).

A Chauffeur Privé/Kapten foi a última das quatro plataformas a chegar a Portugal, mas a primeira obter o licenciamento por parte do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) para poder operar no mercado nacional.

De acordo com os dados divulgados pelo IMT esta quinta-feira, até ontem (inclusive), havia 6939 motoristas de TVDE certificados, e outros 279 estavam em análise (isto depois de no final de Fevereiro ter acabado o período de transição previsto na lei para as empresas que detêm os veículos e para os motoristas). Já no que respeita às empresas de TVDE (a designação oficial é a de operador), havia 3387 reconhecidas e outras 175 estavam em análise.