Huawei é a marca que mais cresceu na venda de wearables

Auriculares sem fios crescem em popularidade. A analista IDC classifica estes produtos como "o próximo campo de batalha para as empresas".

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As vendas dos auriculares aumentaram mais de 60% nos últimos meses de 2018 Reuters/STEVE MARCUS

A chinesa Huawei é a marca cujas vendas de wearables mais cresceram em 2018, com uma subida de 147% face a 2017, e 11,3 milhões de aparelhos enviados para retalho. A fabricante também já tinha liderado as subidas nas vendas de smartphones.

Os dados são da analista IDC, que nota que o mercado wearables cresceu 31% no último trimestre de 2018. No total, ao longo do ano, o aumento foi de 28%, com 172,2 milhões de aparelhos enviados para retalho. 

A norte-americana Apple é a fabricante que ocupa o primeiro lugar do pódio, com perto de 27% do mercado. Com o lançamento dos AirpPods e do novo Apple Watch 4, a marca enviou 46,2 milhões de wearables para o retalho ao longo de 2018. É uma subida de 39,5% face ao ano anterior. Parte do interesse foi pelo novo relógio inteligente, que permite fazer um electrocardiograma fora do consultório médico, embora os especialistas alertem para ter cautela na interpretação dos resultados.

Segue-se a chinesa Xiaomi, com 13,5% do mercado. Já a norte-americana Fitbit, conhecida pelas suas pulseiras de desporto, continua a ocupar o terceiro lugar do pódio, embora as vendas tenham caído 10% em relação a 2017. Em 2016, era a marca que liderava o sector.

A IDC nota que, tal como a Samsung e a Xiaomi, a Huawei criou vários pacotes especiais de venda dos seus smartphones com wearables incluídos. 

Auriculares sem fios mais populares

Os auriculares sem fios estão a subir em popularidade. Foram estes os aparelhos que mais cresceram dentro do mercado de equipamentos electrónicos com que as pessoas se equipam – que é dominado pelos relógios inteligentes e pulseiras de desporto – no último trimestre de 2018.

Um quarto das vendas foi para aquilo a que a IDC chama “dispositivos para colocar nos ouvidos”, um sector que cresceu 66,4% no último trimestre de 2018.

“É o próximo campo de batalha para as empresas, à medida que este tipo de auriculares se tornam uma necessidade com os dispositivos mais modernos a deixarem de ter uma entrada para auriculares”, justificou Jitesh Ubrani, analista da IDC em comunicado. Soma-se a isto a popularidade de assistentes inteligentes como a Alexa, da Apple, que podem transmitir informação directamente ao utilizador via auriculares quando ouvem palavras-chave ou se toca num botão. “O mercado para wearables que se colocam nos ouvidos cresceu substancialmente no último ano e esperamos que continue assim nos próximos anos.”

Os AirPods da Apple, os Pixel Buds do Google, e os Galaxy Buds da Samsung são exemplos destes aparelhos.

Apesar do crescimento, os relógios inteligentes continuam a ter a maior fatia do mercado, com 34,3% das vendas do último trimestre de 2018. Seguem-se as pulseiras inteligentes, com 30% do mercado. As versões mais sofisticadas destes aparelhos permitem fazer pagamentos, utilizar GPS, receber alertas de chamadas e mensagens, e monitorizar o número de calorias gastas e o batimento cardíaco.

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