Relatório sem rasuras sobre gestão da CGD já chegou ao Parlamento

Auditores, Carlos Costa e Vítor Constâncio serão ouvidos na próxima semana.

Paulo Macedo entregou ao Parlamento a versão integral da auditoria da EY
Foto
Paulo Macedo entregou ao Parlamento a versão integral da auditoria da EY LUSA/TIAGO PETINGA

Foi uma longa viagem até que o relatório da Ernst & Young (EY) sobre a gestão dos últimos 15 anos da Caixa Geral de Depósitos chegasse à Assembleia da República. Foram precisos vários pedidos, várias versões e a promulgação de uma lei para que o documento fosse entregue aos deputados. Aconteceu esta segunda-feira. 

Contudo, o relatório não vai ser do conhecimento do público em geral — apesar de já ter sido noticiado e divulgada a informação que lá consta.

O relatório chegou à nova comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos mesmo a tempo do início das audições. Os primeiros a serem ouvidos, na próxima terça-feira, serão os representantes da empresa de auditoria, Ernst & Young, que vão explicar as principais conclusões a que chegaram. 

Depois, na quarta-feira, será a vez de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, que vai ser questionado sobre as suas actuações enquanto governador, mas também sobre que papel teve na aprovação de créditos problemáticos enquanto administrador da CGD entre 2004 e 2006. Por fim, neste primeiro bloco de audições, será Vítor Constâncio a responder aos deputados.

No segundo bloco de audições, que só começará na semana de 19 e 20 de Março, os partidos acertaram ouvir o anterior revisor oficial de contas, Manuel Oliveira Rego, o presidente da comissão de auditoria da CGD, e João Costa Pinto, antigo presidente desta comissão e que fez o relatório interno sobre a actuação do Banco de Portugal no caso BES.

Os deputados decidiram ainda que os primeiros administradores do banco a sentar-se na comissão serão os que ainda não foram ouvidos, nomeadamente Almerindo Marques. Só mais tarde serão ouvidos os administradores que já estiveram na primeira comissão de inquérito à gestão do banco público, em 2016, para serem confrontados com dados novos que entretanto resultaram da avaliação feita pela EY.